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Anna Laura seria a 4ª criança a morrer em 2026 por suspeita de erro médico em Campo Grande
A afirmação foi feita pelo presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Campo Grande
Anna Laura Inssaralde de Araújo, de 8 meses, seria a quarta criança a morrer em Campo Grande (MS) desde o começo de 2026, por suspeita de negligência médica no município. A afirmação foi feita pelo presidente da Avem (Associação de Vítimas de Erros Médicos) de Mato Grosso do Sul, Valdemar Moraes.
De acordo com o presidente da associação, além de Anna Laura, outras três crianças também teriam morrido após realizar diversas consultas nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Campo Grande. Conforme repassado pelo presidente, o primeiro caso registrado foi o de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, que deu entrada na Tiradentes após sofrer uma queda e lesionar a perna esquerda.
O caso teve início no dia 2 de abril deste ano e, após seis dias de retornos sequenciais na unidade de saúde, não houve diagnóstico claro sobre a debilidade do quadro de saúde do menino após a queda. No dia 6 de abril, a criança teve uma piora significativa em seu estado de saúde, quando desmaiou e apresentava arroxeamentos pelo corpo, principalmente nas pernas.
João Guilherme faleceu no dia 7 de abril, durante a madrugada, após dar entrada na Santa Casa de Campo Grande. Ainda em abril deste ano, outra criança deu entrada em uma UPA na capital.
A segunda vítima foi identificada como Hannah Júlia Romeiro Nolasco, de 8 anos.
O caso teve início no dia 24 de abril, quando a menina deu entrada no CRS (Centro Regional de Saúde) do bairro Coophavila II com febre alta e sintomas semelhantes aos gripais. A criança realizou diferentes exames ao longo do processo e foi liberada para casa após receber orientações de medicação.
Assim como no caso de Anna Laura e de João Guilherme, a criança teve alta, porém o seu quadro de saúde não apresentou melhora, mesmo com o uso das medicações passadas. Depois de quatro dias, Hannah Julia, a menina, passou a vomitar repetidamente e começou a apresentar sinais preocupantes, como lábios arroxeados, palidez intensa e olhos inchados.
Em busca de atendimento, a família buscou auxílio na UPA Leblon, onde a criança não recebeu nenhuma medicação durante todo o tempo em que a família tentava fazer com que ela fosse atendida. Hanna Júlia, diagnosticada inicialmente com virose gripal, morreu nos braços da mãe dentro da UPA enquanto aguardava por atendimento.
De acordo com o presidente da Avem, ainda teria uma quarta criança campo-grandense cujo caso também é investigado como morte sob suspeita de negligência médica, porém as informações ainda não foram detalhadas pela Associação.
A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para questionar sobre a ocorrência dos acasos e as medidas tomadas e aguarda retorno.