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há 1 hora

Religiosos defendem união contra intolerância em Campo Grande (vídeo)

Frei Wagner e sacerdotisa Marlem alertaram para o risco de retrocesso democrático e defenderam liberdade de culto e respeito a todas as crenças

24/10/2026 às 14:11 | Atualizado 24/10/2026 às 13:58 Brenda Souza e Méri Oliveira
Alice Assis

A defesa da democracia e da liberdade religiosa reuniu representantes de diferentes tradições espirituais durante o ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste sábado (24), em Campo Grande, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. O frei Wagner e a sacerdotisa da Umbanda Marlem defenderam a união das religiões contra a intolerância e os ataques a templos e espaços de culto.

Durante a manifestação, frei Wagner afirmou que a democracia precisa garantir espaço para todas as crenças e também para quem não segue nenhuma religião. Para ele, o respeito à diversidade é fundamental para a convivência democrática e o momento político exige atenção para evitar retrocessos.

“Uma democracia não há espaço para intolerância. Uma democracia tem que ter espaço para cada um viver a sua fé e para aqueles que não têm fé possam viver também com dignidade”, declarou.

O religioso também demonstrou preocupação com a possibilidade de retrocesso político e fez referência ao período da ditadura militar no Brasil. “Nós corremos o risco de retroceder e cair com essas eleições em 1964. Não podemos aceitar mais isso. Ninguém solta a mão de ninguém”, afirmou.

A sacerdotisa Marlem também alertou para o que considera um cenário de discriminação e ataques contra igrejas e templos espirituais. Segundo ela, a união entre diferentes religiões é necessária para fortalecer a luta contra a repressão e garantir que todos possam exercer sua fé livremente.

Marlem, que afirmou ter 66 anos, lembrou que sua família viveu um período em que terreiros eram atacados e praticantes enfrentavam restrições para realizar seus cultos. Para ela, a liberdade religiosa conquistada não pode ser colocada em risco.

“Minha família passou por isso, onde os terreiros eram atacados, não podia exercer o seu culto livremente. Hoje nós temos essa liberdade e não podemos perder”, disse.

Os dois representantes defenderam que a união religiosa ultrapasse as diferenças de crença e seja baseada no respeito mútuo. A manifestação ocorre na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República.

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