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TRE-MS diz que não foi notificado e mantém votação encerrada em Mato Grosso do Sul

Tribunal Regional Eleitoral afirma que não recebeu ordem formal para estender o horário em Mato Grosso do Sul e que não havia filas nas seções eleitorais

25/10/2026 às 16:48 | Atualizado 25/10/2026 às 16:51 Brenda Souza
Chris Velasco

A votação do segundo turno das eleições presidenciais em Mato Grosso do Sul seguiu o horário previsto, com encerramento às 16h, apesar da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a ampliação do prazo em todo o país até as 18h no horário sul-mato-grossense.

O auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Dr. Olivar Augusto Conneglian, afirmou que o tribunal não havia recebido ordem formal do STF ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinando a extensão do horário no estado.

“Em Mato Grosso do Sul, como não tínhamos fila em local nenhum, não temos notícias de fila em local nenhum, estão sendo encerradas votações e estaremos, então, fazendo todo o procedimento normal como já previsto”, declarou.

Segundo Conneglian, as notícias sobre a possível ampliação do horário chegaram pela imprensa depois das 16h, quando os boletins de urna já haviam sido emitidos. Ele afirmou que o TRE-MS aguardaria eventual determinação formal dos tribunais superiores.

A decisão de Zanin foi tomada neste domingo (25), após um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solicitação ocorreu em meio a relatos de dificuldades de eleitores para chegar às seções de votação em diferentes estados, devido à falta de ônibus ou à redução da frota do transporte público.

Entre as localidades com relatos de problemas estavam São Paulo (SP), Salvador (BA), Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB). A equipe jurídica de Lula argumentou que a extensão do horário ajudaria a garantir igualdade de condições para os eleitores.

Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral chegou a determinar a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, além de prever multa de R$ 1 milhão por hora, conforme as informações divulgadas sobre o caso.

Em Mato Grosso do Sul, o TRE-MS informou que não havia registro de filas que justificassem a necessidade de ampliar o período de votação. Assim, os procedimentos eleitorais foram mantidos conforme o planejamento inicial, enquanto o tribunal aguardava eventual comunicação oficial dos órgãos superiores.