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Pollon acusa Zanin de golpe após decisão que prorrogou votação no segundo turno (vídeo)
Deputado federal também questionou a competência do ministro para tomar a decisão e afirmou que Mato Grosso do Sul não recebeu uma notificação formal sobre a mudança no horário de votação
O deputado federal eleito Marcos Pollon (PL) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de dar um “golpe” ao determinar a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão seria uma tentativa de favorecer Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparecia à frente nas primeiras parciais da apuração.
Pollon também questionou a competência do ministro para tomar a decisão e afirmou que Mato Grosso do Sul não recebeu uma notificação formal sobre a mudança no horário de votação.
“Com a derrota do Lula evidente, o sistema reagiu e o Zanin deu um golpe”, declarou o deputado, que também é professor de Direito. Ele disse que a decisão foi tomada após problemas de transporte de eleitores na Bahia e atribuiu a situação a uma ação de sindicalistas que teriam adesivado ônibus, provocando atrasos na saída dos veículos.
O parlamentar afirmou que o Supremo não teria competência para interferir no horário de votação, atribuição que, segundo ele, seria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pollon também criticou a falta de comunicação formal aos estados e citou Mato Grosso do Sul como exemplo.
“Vários estados, como é o caso do meu estado, Mato Grosso do Sul, não receberam nenhuma notificação formal, então não tem que mudar nada”, afirmou.
A decisão de prorrogar a votação foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin após pedido relacionado a dificuldades de transporte de eleitores. A medida estabeleceu a extensão do horário até as 19h, no horário de Brasília, equivalente às 18h em Mato Grosso do Sul.
O deputado classificou a decisão como um “tapetão” e afirmou que a medida representaria uma ameaça à democracia. “Isso é golpe”, disse.
Pollon também declarou que nunca havia visto, em mais de 20 anos como professor de Direito, tamanho desrespeito à Constituição. Ao final do vídeo, pediu que apoiadores rezassem e afirmou que Deus daria a palavra final.
As declarações do parlamentar são críticas políticas à decisão judicial. A alegação de que houve golpe ou tentativa de favorecer um candidato não foi comprovada pelas informações apresentadas. A decisão sobre a extensão do horário de votação foi tomada pelo STF, e a aplicação da medida nas seções eleitorais dependeu dos procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral.