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'Meu irmão só tentou separar uma briga': família de morto em Bonito nega motivação política (vídeo)
Rapaz explica a verdade sobre morte e critica o acesso a armas após a morte de Ewerton
Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, morto a tiros na noite de sábado (24) durante uma confusão em Bonito (MS) não participava da briga e foi baleado ao tentar separar o desentendimento de um colega. Irmão da vítima, Giovane Rodrigues da Silva, de 31 anos, desmentiu rumores de motivação política para o crime e criticou o acesso a armas de fogo.
Em entrevista ao TopMídiaNews, o rapaz explica que Ewerton estava acompanhado da esposa, grávida de 5 meses, em um posto de combustíveis, quando uma discussão entre outras pessoas terminou em agressões físicas. Segundo ele, o irmão tentou intervir para encerrar a confusão, mas acabou atingido pelos disparos feitos pelo adolescente de 17 anos, filho do homem envolvido na briga.
"Meu irmão não estava envolvido na confusão. Ele estava com a esposa grávida e o conhecido deles se envolveu na discussão quando começaram as agressões, e ele entrou no meio para separar a briga", relata.
Conforme as informações recebidas pela família, o adolescente teria ido até o veículo do pai, pegado uma arma de fogo e começado a atirar durante a confusão. Ewerton foi atingido por três disparos, sendo dois no abdômen e um na virilha. Outro homem também ficou ferido e precisou ser transferido para Campo Grande em vaga zero.
Giovane frisa que a motivação não foi política e não tinha envolvimento com o ato político que ocorreu a tarde no município.
"Ele não participou da manifestação, porque muita gente estava falando por aí que foi briga política, não foi", esclarece.
Giovanni também rebateu informações divulgadas nas redes sociais de que Ewerton seria petista e teria sido atacado por divergências partidárias. Segundo ele, o irmão era bolsonarista, assim como acredita que fossem outras pessoas presentes no local.
"Falaram que Ewerton e o amigo eram defensores do Lula e por isso foram agredidos, mas não, meu irmão era bolsonarista", rebate.
Apesar de afastar a motivação política, Giovane lamenta o acesso fácil a armas.
"Eu acho que foi um crime muito grave e que não dá para a gente colocar na estatística de mais uma briga política, mas sim na facilidade ao acesso a arma, o acesso fácil permitiu que um adolescente pegasse a arma do pai e matasse meu irmão", disse.
Segundo o irmão, a vítima também revelou que o próprio Ewerton compartilhava da visão de que as armas poderiam proporcionar maior proteção às pessoas.
"Infelizmente, meu irmão acreditava nisso também. Meu irmão é dessa ideologia de que a arma ia deixar ele mais seguro e aconteceu isso", lamenta.
Ewerton morava em Bonito há 9 anos. Após o assassinato, familiares que vivem em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, vieram para Mato Grosso do Sul para acompanhar o velório e o sepultamento nesta segunda-feira (26).
Pai e filho apontados como envolvidos no episódio fugiram do local em uma caminhonete depois dos disparos e até o momento seguem foragidos.
O caso é investigado pela Polícia Civil.