Política

há 1 hora

Flávio Bolsonaro diz que foi intimado pela PF a entregar passaporte

Senador do PL diz que ocorrido foi após visita a casa do pai, Jair Bolsonaro, em Brasília

26/10/2026 às 16:58 | Atualizado 26/10/2026 às 16:46 Metrópoles, parceiro do TopMídiaNews
Flávio revelou tomada de passaporte - Fábio Vieira - Metrópoles - arquivo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (26/10), ter sido intimidado pela Polícia Federal (PF) a entregar o passaporte. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirma que foi abordado por agentes na saída da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um condomínio no Jardim Botânico (DF).

''Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país'', disse Flávio.

O senador afirma que cumprirá a determinação, mas garante que ''nunca pensou em deixar o Brasil''. ''Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar'', afirmou.

De acordo com Flávio, a decisão da PF ocorreu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria se baseado em uma fala do irmão dele, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

Em vídeo na última sexta-feira (23/10), Eduardo afirmou que, em caso de derrota nas eleições, Flávio Bolsonaro deveria deixar o Brasil. Segundo ele, o irmão ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

''Isso se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perder essa eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?'', questionou Flávio Bolsonaro.

Segundo Flávio, a medida tem caráter político e teria sido tomada logo após o anúncio do resultado da eleição.

''Por mais, essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado a eleição, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado, uma questão política. Não pode ser assim'', afirmou.

Conforme o Metrópoles adiantou, na coluna Neila Guimarães, Flávio visitou o pai, Jair Bolsonaro, na manhã desta segunda-feira.
Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que pedirá anulação da eleição

Em primeiro discurso após a derrota nas eleições presidenciais, Flávio não reconheceu a vitória de Lula e disse que vai pedir a anulação da eleição. Em declaração na noite de domingo (25/10), o senador criticou ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em prorrogar o tempo de votação, e o acusou de favorecer Lula.

''O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, que muda a regra do jogo, no meio do jogo. Às 17 horas e um minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior, atropelando a Justiça especializada, com uma decisão, prorrogando por duas horas a eleição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, explicou, neste domingo (25/10), a demora em decidir sobre a extensão do horário do fechamento das urnas. Pela lei, o horário é até as 17 horas. No entanto, eleitores relataram dificuldade em exercer o direito em cerca de 10 estados e o ministro Cristiano Zanin, do STF, ampliou para as 19h.

As campanhas do PT e do PL recorreram ao Supremo para pedir a prorrogação do tempo de votação. Flávio, no entanto, alegou que a decisão pode ter favorecido o adversário.

''Eu nunca vou saber se um estado onde as ruas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cumpriu, as eleições deveriam ter sido anuladas'', disse.
Segundo o candidato do PL, sua equipe irá recorrer na Justiça para pedir a anulação do pleito.

''E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer os estados de eleições no contexto como essas coisas aconteceram'', acrescentou.