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Servidor é afastado após ameaça de envenenar água de indígenas em MS; PF investiga caso (vídeo)

As mensagens foram atribuídas a funcionários municipais e fazem referência à Aldeia Sassoró

30/10/2026 às 10:53 | Atualizado 30/10/2026 às 10:41 Brenda Souza
Reprodução/Redes Sociais

Um servidor da Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, foi afastado das funções após a divulgação de áudios em que sugere envenenar a água consumida por indígenas da comunidade Guarani Kaiowá. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que cobram esclarecimentos sobre as ameaças e medidas para garantir a segurança dos moradores.

A denúncia ganhou repercussão após a circulação de mensagens de voz em grupos de WhatsApp, depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Em uma das gravações, um homem faz comentários ofensivos contra indígenas e sugere colocar veneno na água para matar integrantes da comunidade.

Em um dos trechos, o homem diz: “Já falei, tem que pôr veneno na água, matar essas pragas na água”. As mensagens foram atribuídas a funcionários municipais e fazem referência à Aldeia Sassoró.

Após a repercussão, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, determinou o afastamento preventivo de um dos servidores e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. O prefeito também pediu desculpas pelas declarações.

O funcionário trabalhava como motorista de caminhão-caçamba e, segundo a administração municipal, não tinha atribuições relacionadas ao tratamento ou à distribuição de água.

O Ministério Público Federal deu prazo de 48 horas para que a prefeitura apresente informações sobre a autoria e a autenticidade dos áudios, além das providências adotadas para proteger a comunidade indígena e garantir a continuidade dos serviços públicos.

A Polícia Federal também foi acionada pelo Ministério dos Povos Indígenas para investigar as ameaças. Até o momento, não há confirmação de que a água consumida pelos moradores da aldeia tenha sido contaminada.

O cacique e vereador de Tacuru, Ivan Montiel, repudiou as declarações e afirmou que buscará a responsabilização dos envolvidos.

As deputadas federais Sônia Guajajara e Célia Xakriabá também acionaram órgãos federais para cobrar investigação e medidas de proteção às comunidades indígenas.

O episódio ocorre em meio a outras denúncias de violência e intimidação contra indígenas em Mato Grosso do Sul após o segundo turno das eleições presidenciais.

O caso segue sob investigação.

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