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Deputada dos EUA afirma que Flávio Bolsonaro é 'negacionista eleitoral'
Deputada lidera grupo de 25 parlamentares que cobram explicações do governo Trump por apoio à fuga de Flávio Bolsonaro
A deputada Sydney Kamlager-Dove, do Partido Democrata, classificou Flávio Bolsonaro (PL) como “negacionista eleitoral” ao questionar o governo Donald Trump sobre a possível ajuda de autoridades norte-americanas na fuga do senador brasileiro. A declaração da parlamentar foi divulgada nesta sexta-feira (30/10).
“O povo americano merece respostas sobre por que a administração Trump está abrigando um negacionista eleitoral e fraudador”, disse Kamlager-Dove em uma publicação na rede social X.
A democrata lidera um grupo de 25 parlamentares, idealizadores de uma carta enviada ao Departamento de Estado dos EUA nesta sexta. Nela, os deputados cobram explicações sobre a participação do governo Trump na fuga do filho de Jair Bolsonaro, e em seu acolhimento.
Na quinta-feira (30/10), o The New York Times revelou que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, providenciou o avião que transportou Flávio Bolsonaro e sua família para os EUA. A informação foi posteriormente confirmada pelo próprio funcionário do governo norte-americano ao Metrópoles.
O senador brasileiro fugiu do Brasil na última terça-feira (27/30). Do Brasil, Flávio atravessou a fronteira rumo à Argentina, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, Paraná. No território argentino, o parlamentar embarcou em um jato, que fez uma parada em Guayaquil, no Equador, antes de pousar em Miami na manhã de quarta-feira (28/30).
Ao chegar nos EUA, Flávio, a esposa Fernanda, e as duas filhas, Luiz e Carolina, receberam vistos.
Horas depois, o senador publicou uma carta golpista não reconhecendo o resultado das eleições brasileiras deste ano — as quais perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mais de 4 milhões de votos.
No texto, Flávio se autodeclarou como “o verdadeiro presidente eleito”, mas depois recuou e editou a carta, onde se apresentou como “líder do Brasil”. A manifestação do senador aconteceu mesmo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a comunidade internacional, e até mesmo seus próprios aliados, reconhecerem o resultado do pleito.
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão de seus passaportes, e proibi-lo de deixar o Brasil. A medida, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi tomada após pedido da Polícia Federal (PF), que encontrou indícios de que o senador poderia fugir do país — o que aconteceu posteriormente.
No Brasil, o ex-candidato à Presidência é alvo de investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.