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Suspeitos de envenenar água em aldeias indígenas no MS são ouvidos pela PF

Uma das suspeitas é de que um servidor público do município de Tacuru tenha feito o envenenamento na aldeia Sassoró

01/11/2026 às 10:48 | Atualizado 01/11/2026 às 10:36 Metrópoles, parceiro do TopMídiaNews
Reprodução/Instagram

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou nesse sábado (31) que ao menos dois suspeitos de envenenar águas em aldeias indígenas no Mato Grosso do Sul (MS) já foram ouvidos pela Polícia Federal.

Enquanto a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil contabiliza 30 casos, o ministério fez um filtro e identificou que 10 deles foram criminosos, tendo relação direta com o crime político, visto que os ataques começaram depois da vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do último domingo (25).

“Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento, né, lógico que é uma averiguação preliminar, apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados”, afirmou o ministro.

A denúncia envolve áudios que circularam em grupos de WhatsApp. Em uma das gravações atribuída a um servidor de Tacuru, um homem diz: “Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água”. O conteúdo foi divulgado pela Apib.

Uma das suspeitas é de que um servidor público do município de Tacuru tenha feito o envenenamento na aldeia Sassoró.

Força Nacional

Como mostrou o Metrópoles, a Força Nacional de Segurança Pública ficará no estado por tempo indeterminado, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O patrulhamento será feito nas adeias Sassoró, em Tacuru, aldeia Taquaperi, em Coronel Sapucaia e Limão Verde, em Amambai. Contará com 145 agentes nos três locais.

“A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o procedimento que eles chamam de Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais”, disse o ministro.