Saúde

há 1 hora

Pregão emperra e deixa pacientes sem 18 tipos de remédios em Campo Grande

Dez itens ficaram desertos e outros oito foram fracassados; licitação previa atender pacientes que dependem de remédios fornecidos por determinação da Justiça

04/11/2026 às 13:00 | Atualizado 04/11/2026 às 09:40 Brenda Souza
Sesau

A Prefeitura de Campo Grande conseguiu concluir a compra de apenas um dos 19 itens previstos em um pregão eletrônico para aquisição de medicamentos destinados ao atendimento de demandas judiciais. Conforme termo de adjudicação e homologação divulgado no Diogrande (Diário Oficial) desta terça-feira (3), dez itens ficaram desertos e outros oito foram considerados fracassados, deixando 18 produtos sem atendimento nesta licitação.

O resultado foi publicado em documento datado de 26 de outubro de 2026. O único item adjudicado foi o de número 013, vencido pela empresa Onco Prod Distribuidora de Produtos Hospitalares e Oncológicos Ltda., pelo valor unitário de R$ 134,40.

Os itens desertos foram os de número 001, 002, 003, 004, 006, 008, 009, 010, 015 e 017. Isso significa que não houve propostas para esses produtos. Já os itens 005, 007, 011, 012, 014, 016, 018 e 019 foram classificados como fracassados, quando há participação de empresas, mas nenhuma proposta consegue ser aceita ou habilitada conforme as regras do edital.

O pregão eletrônico 143/2026 foi aberto para formar registro de preços e atender pacientes que precisam receber medicamentos por determinação judicial. Com o resultado, a maior parte dos itens previstos não teve fornecedor contratado nesse procedimento.

O resultado deixa sem atendimento, por meio desse pregão, 18 dos 19 itens previstos. O documento, porém, não informa quais medicamentos foram afetados, a quantidade necessária para cada produto, nem se há estoques disponíveis na rede municipal ou outras medidas para garantir o fornecimento aos pacientes.

Também não há informação sobre abertura de uma nova licitação ou adoção de outra estratégia para adquirir os medicamentos que não tiveram fornecedores habilitados.

Diante da situação, a reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.