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Organização criminosa movimentou mais de R$ 500 milhões em dois anos, aponta investigação
Esquema investigado pela Polícia Federal e pela Receita Federal usava empresas de fachada, terceiros e operações simuladas para ocultar a origem do dinheiro
A organização criminosa alvo da Operação Ifrit movimentou mais de R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos, segundo as investigações da Polícia Federal e da Receita Federal. O grupo, suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas e armas, também é investigado por utilizar mecanismos para esconder a origem e o destino dos recursos obtidos com as atividades ilegais.
De acordo com a Receita Federal, a análise financeira identificou movimentações em contas vinculadas aos investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios supostamente utilizados para simular operações comerciais.
A investigação aponta que o esquema contava com o uso de terceiros para ocultar o patrimônio dos integrantes e disfarçar os fluxos financeiros. As análises fiscais também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
O grupo teria atuação desde pelo menos 2018 e seria liderado por um núcleo familiar formado por três irmãos, filhos e outros parentes. A estrutura criminosa contava ainda com integrantes responsáveis pela movimentação financeira, logística, transporte e segurança armada.
Conforme as apurações, drogas e armas eram adquiridas principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru, entrando no Brasil pela região de fronteira com Mato Grosso do Sul. Os produtos eram distribuídos para diferentes estados, enquanto o país também funcionaria como corredor logístico para o envio de entorpecentes à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
A Operação Ifrit foi deflagrada nesta quarta-feira (4), com o cumprimento de 76 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e outros seis estados. A ação também prevê prisões e medidas cautelares contra investigados.
As apurações envolvem suspeitas de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Os valores identificados correspondem à movimentação financeira atribuída ao grupo durante o período analisado, e não necessariamente ao lucro obtido com as atividades criminosas.
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