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Organização criminosa usava blindados, drones e armas pesadas na fronteira de MS, aponta polícia
Grupo investigado por tráfico internacional mantinha estrutura armada, equipamentos de comunicação e abrigos para proteger integrantes e controlar áreas estratégicas
A organização criminosa investigada na Operação Ifrit mantinha uma estrutura de segurança armada com veículos blindados, drones, equipamentos de comunicação e armas de alto poder de fogo na região de fronteira de Mato Grosso do Sul. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal e pela Receita Federal nesta quarta-feira (4).
Segundo as investigações, os equipamentos eram utilizados para proteger integrantes da organização, garantir a segurança das operações e ampliar a influência do grupo em áreas estratégicas da fronteira. A estrutura também contava com locais preparados para abrigar criminosos armados.
A apuração aponta que a organização tinha divisão de funções entre os integrantes, incluindo responsáveis pela liderança, logística, transporte, movimentação financeira e segurança armada. O grupo também teria adotado estratégias de contrainteligência para proteger seus líderes e dificultar o trabalho das forças de segurança.
As investigações indicam que a organização adquiria drogas e armas principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru. Os produtos entravam no Brasil pela fronteira sul-mato-grossense e eram distribuídos para outros estados, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A Polícia Federal também apura possíveis vínculos do grupo com integrantes de facções criminosas e agentes públicos que, segundo as suspeitas, forneceriam informações estratégicas e apoio às atividades da organização.
A Operação Ifrit foi deflagrada nesta quarta-feira (4), com o cumprimento de 76 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina. A ação mobilizou 450 policiais federais, além de auditores e analistas da Receita Federal.
A investigação apura crimes como tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, ataques e homicídios. As suspeitas ainda são objeto de investigação.
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