Campo Grande

há 1 hora

Quase três semanas depois da morte de bebê, mãe ainda busca respostas e prontuários médicos em MS

Anna Laura Insarralde de Araújo morreu aos 8 meses, depois de passar por três unidades de saúde de Campo Grande; família aguarda documentos para esclarecer atendimento

07/11/2026 às 07:00 | Atualizado 07/11/2026 às 07:12 Sarai Brauna
Arquivo Familiar

Dezessete dias depois da morte de Anna Laura Insarralde de Araújo, de apenas 8 meses, a mãe da bebê, Ana Maria Morel Insarralde, ainda tenta reunir documentos e respostas sobre o atendimento médico prestado à filha. Enquanto enfrenta o luto, ela aguarda prontuários de unidades de saúde pelas quais a criança passou antes de morrer.

Em relato, a mãe contou que conseguiu obter os documentos do Hospital Regional de Campo Grande e do Hospital do Câncer. No entanto, segundo ela, a instituição oncológica se recusou a fornecer o prontuário e informou que a liberação só seria possível por determinação judicial. Diante da situação, o advogado da família deve tomar providências na Justiça.

A mãe também aguarda o prontuário da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário, onde pretendia buscar o documento entre esta quinta-feira (5) e sexta-feira (6). "Estou levando um dia de cada vez, todos os dias chorando, com tristeza, lembranças e, às vezes, com raiva", desabafou.

Bebê passou por três unidades de saúde

Anna Laura morreu na madrugada de domingo (11), depois de passar por três unidades de saúde de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, a bebê deu entrada na UPA do bairro Universitário no sábado (10), com sintomas de vômito e febre.

Após receber atendimento, permaneceu na unidade até ser transferida para o Hospital do Câncer. No local, recebeu medicações, mas apresentou uma complicação imediata no quadro clínico. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Regional, onde precisou ser intubada e internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Quase 24 horas depois da primeira internação, a criança não resistiu e morreu.

Na época, a mãe relatou à polícia suspeitas de falhas no atendimento, incluindo problemas na administração de medicamentos, falta de oxigênio e ausência de cuidados adequados pelas equipes de saúde. As denúncias foram registradas na DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) no dia 19.