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Tereza Cristina diz que pedirá votos até a Alcolumbre para presidir o Senado

Senadora de Mato Grosso do Sul articula candidatura para suceder atual presidente da Casa e tenta se viabilizar como alternativa a Rogério Marinho

05/11/2026 às 11:12 | Atualizado 05/11/2026 às 11:03 Brenda Souza
Ton Molina/Agência Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que pretende pedir votos até mesmo ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para conquistar o comando da Casa. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta-feira (4), durante as articulações para a eleição da presidência do Senado, prevista para 1º de fevereiro.

"Vou até pedir voto para o senador Davi Alcolumbre porque eu já disse a ele que ele precisava ter uma mulher como sucessora", afirmou a parlamentar.

Tereza Cristina defende que chegou o momento de conversar com todos os integrantes do Senado para avaliar o apoio à candidatura. A Casa tem 81 parlamentares, e a senadora afirmou que pretende contabilizar os votos antes de definir os próximos passos da disputa.

"Agora é hora de conversar com todos, com os 81 senadores", declarou.

A movimentação ocorre em meio à disputa pela sucessão de Alcolumbre. O senador Rogério Marinho (PL-RN) lançou oficialmente sua candidatura também na quarta-feira (4), enquanto Tereza busca apoio nos bastidores para viabilizar seu nome.

A senadora tenta se apresentar como uma alternativa entre a possível reeleição de Alcolumbre e a candidatura de Marinho, que integra a oposição. Segundo a CNN, aliados avaliam que ela tem capacidade de diálogo com diferentes grupos políticos, incluindo governistas e partidos do Centrão.

Disputa por votos

Durante a entrevista, Tereza também comentou a possibilidade de união com Rogério Marinho. Ela avalia que, caso o senador desista da disputa, poderá receber parte dos votos que hoje são direcionados a ele.

No entanto, a parlamentar ponderou que, se retirar sua candidatura, não necessariamente todos os seus apoiadores migrariam para o nome do colega do PL.

"Se eu não for candidata, os votos também que eu tenho, eu não sei se todos vão para ele. Essa contabilidade que nós vamos fazer mais para frente", afirmou.

Para vencer a eleição à presidência do Senado, prevista para 1º de fevereiro, o candidato precisa conquistar pelo menos 41 votos, considerando os 81 integrantes da Casa.

A eleição definirá quem comandará o Senado a partir de 2027.