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há 2 horas

Vereador denuncia suspeitas em contratos da Sesau e aplicação de R$ 71 milhões ao MPMS

As denúncias foram apresentadas por Maicon Nogueira durante reunião com o promotor responsável pela 31ª Promotoria de Justiça de Campo Grande

06/11/2026 às 12:51 | Atualizado 06/11/2026 às 11:26 Brenda Souza
Divulgação

O vereador Maicon Nogueira (PP) apresentou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) três denúncias envolvendo contratos e despesas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande. Os questionamentos tratam do abastecimento de veículos da Prefeitura, da manutenção de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da aplicação de R$ 71 milhões do Fundo Municipal de Saúde.

Segundo o parlamentar, as denúncias foram apresentadas durante reunião com o promotor responsável pela 31ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, que atua na defesa do patrimônio público. Maicon afirmou que os casos devem ser apurados pelo Ministério Público, com atuação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC).

Uma das suspeitas envolve o contrato de fornecimento de combustíveis da administração municipal. De acordo com o vereador, foram identificados registros de abastecimentos realizados com cartões vinculados a pessoas aposentadas, além de operações atribuídas a veículos que estariam destinados a leilão ou já seriam considerados sucata.

A denúncia busca esclarecer quem utilizou os cartões, quais veículos receberam combustível e se os abastecimentos registrados correspondem a serviços efetivamente prestados à administração pública.

Outro questionamento envolve os gastos com manutenção de ambulâncias do Samu. Maicon afirma que uma das despesas chamou a atenção pelo valor empregado no conserto de um veículo, que, segundo ele, seria suficiente para comprar três ambulâncias novas.

“Arrumaram uma ambulância e gastaram nessa ambulância o valor de três ambulâncias novas”, declarou.

O parlamentar pede que sejam verificados os serviços realizados, os valores cobrados e os pagamentos efetuados, além das justificativas para o custo da manutenção.

A terceira denúncia trata de R$ 71 milhões do Fundo Municipal de Saúde. Segundo Maicon, uma auditoria do Ministério da Saúde apontou dificuldades para rastrear a aplicação desse montante pela Prefeitura de Campo Grande.

“Setenta e um milhões de reais que a Prefeitura não consegue explicar como gastou, dinheiro do Fundo Municipal de Saúde”, afirmou o vereador.

O parlamentar cobra documentos que comprovem a destinação dos recursos e esclareçam em quais despesas foram aplicados. A denúncia busca verificar se houve irregularidades na utilização do dinheiro público.

Maicon disse que recorreu ao Ministério Público após considerar insuficientes as respostas obtidas por meio de requerimentos e fiscalizações na Câmara Municipal. Ele também mencionou dificuldades para avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre questões relacionadas à saúde.

“É uma ferramenta que eu tive que utilizar porque me senti limitado como vereador em fazer requerimentos, em lutar para abrir uma CPI. Muitas vezes, a Secretaria de Saúde e a própria prefeita não nos respondem da maneira adequada”, declarou.

O vereador afirmou que acompanhará os procedimentos e aguarda os encaminhamentos do Ministério Público. Até o momento, as informações apresentadas por ele representam denúncias e questionamentos que ainda dependem de apuração dos órgãos competentes.