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'Zero surpresas', diz Nikolas após Fachin rejeitar pedido contra Gonet

Nikolas reagiu à decisão do presidente do STF que negou seguimento à solicitação de afastamento do procurador-geral da República

06/11/2026 às 16:11 | Atualizado 06/11/2026 às 16:14 Metrópoles, parceiro TopMídiaNews
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido de afastamento de Paulo Gonet do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nas redes sociais, o parlamentar disse não ter ficado surpreso pelo resultado e afirmou que continuará insistindo na questão.

“Zero surpresas… mas a gente não desiste nunca”, escreveu Nikolas em uma publicação nos stories do Instagram, ao compartilhar uma notícia sobre a decisão de Fachin.

O pedido havia sido apresentado pelo deputado em 19 de setembro, após a divulgação de uma fotografia de Gonet ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, em Londres. A imagem, extraída de mensagens envolvendo o empresário, mostra o procurador-geral segurando um charuto, com copos de uísque sobre a mesa.

Na representação, Nikolas argumentou que a fotografia e conversas encontradas no celular de Vorcaro levantavam dúvidas sobre a relação entre o banqueiro e o chefe da PGR. O parlamentar solicitou o afastamento cautelar de Gonet e pediu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo.

Fachin rejeita pedido

Na decisão assinada na quarta-feira (4/11), Fachin apontou que Nikolas não possui legitimidade processual para exigir diretamente do STF a análise dos fatos apresentados.

O ministro também destacou que o Conselho Superior do Ministério Público já havia considerado insuficientes os elementos apresentados para justificar a abertura de uma investigação.

“Não cabe a esta Suprema Corte, à luz dos elementos ora trazidos à colação, deliberar em sentido diverso”, afirmou Fachin.

Segundo o presidente do STF, além da falta de legitimidade do deputado, não há justa causa para iniciar uma apuração com base nas condutas descritas.

Com isso, Fachin negou seguimento à petição apresentada por Nikolas, mantendo Paulo Gonet no comando da Procuradoria-Geral da República.