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há 24 minutos

Sem auxílio do INSS, Lidiane transforma venda de pães em esperança para a filha (vídeo)

Vendedora bate ponto todos os dias no mesmo local para garantir remédios da criança

07/11/2026 às 15:15 | Atualizado 07/11/2026 às 15:21 Diana Christie e Brenda Assis
Alice Assis

Quem passa à tarde na Avenida Coronel Antonino, 1171, nas proximidades da loja Alvorada em Campo Grande (MS), já conhece o ponto. Ali, há cerca de dois anos, Lidiane Tais de Souza Soares, de 37 anos, montou sua base de vendas. Na mesa improvisada, ela oferece pães de leite, milho e doce, comprados para revenda por R$ 20 cada. Mais do que garantir a renda de casa, o comércio diário tem um objetivo urgente: custear a cirurgia da filha caçula, Sara, de 6 anos.

A menina convive com autismo de grau 2 e um problema intestinal severo. "O intestino da gente, as fezes descem assim, né? O dela tem uma inversão", explica a mãe. A solução para o quadro é um procedimento cirúrgico avaliado em aproximadamente R$ 5 mil.

Para alcançar o valor, Lidiane tenta vender, há cinco meses, uma rifa solidária. Cada número custa R$ 25 e o prêmio é um Pix de R$ 200. O ritmo das vendas tem sido lento, e a vendedora ainda lida com os custos dos medicamentos da filha, que usa Risperidona e uma fórmula manipulada chamada Peg. Sem conseguir concluir os trâmites médicos para retirar os remédios na Casa da Saúde, ela tira do próprio bolso o valor para manter o tratamento.

Luta dupla

A rotina de vendas foi a saída encontrada por Lidiane diante de um impasse com a Previdência Social. Com 15 anos de carteira assinada, ela deixou o trabalho formal quando a filha nasceu doente. Hoje, a vendedora também enfrenta problemas próprios de saúde, lidando com espondilite e um diagnóstico de fibromialgia recebido há cinco anos.

Afastada e em tratamento com Infliximabe, ela recorreu ao INSS, mas está sem receber o benefício. "O juiz me passou, porque eu entrei com advogada. Aí quando foi agora eu fiz de novo, ele reprovou", relata a vendedora. Sem o auxílio, as tardes de segunda a sexta e os sábados inteiros de trabalho na rua tornaram-se a única forma de sustento para ela, Sara e a filha mais velha, de 16 anos.

O ponto de vendas, que começou na frente de casa e depois foi transferido para o local atual, conta com o apoio de vizinhos e clientes, que já se acostumaram com a qualidade dos pães e a resiliência da vendedora. Para quem deseja contribuir com a causa da família, a rifa segue aberta.

Serviço Ação: Rifa Solidária em prol da cirurgia de Sara

Valor do bilhete: R$ 25,00

Prêmio: Pix de R$ 200,00

Chave PIX: 033.489.091.80 (Lidiane)