Campo Grande

há 29 minutos

Empresária denuncia depredações de lojas e cobra policiamento no centro de Campo Grande (vídeo)

Renata Andrade afirma que vias estão ocupadas por usuários de drogas e cobra reforço na segurança da região

08/11/2026 às 17:30 | Atualizado 08/11/2026 às 13:27 Diana Christie
Redes Sociais

Cansada do fechamento de empresas, da ocupação das vias por usuários de entorpecentes e da redução no policiamento, a empresária Renata Andrade viralizou nas redes sociais com um desabafo sobre o balanço de sete anos em que mantém uma loja na área central de Campo Grande (MS).

A comerciante cobra providências das autoridades locais diante do aumento da insegurança. Ela argumenta que a região foi tomada por moradores de rua e usuários de drogas. "Não é possível, gente, que vão deixar o centro da cidade virar uma cracolândia", questionou. Para a empresária, a cidade é pequena e o cenário atual não encontra justificativas, diferentemente da realidade de metrópoles como São Paulo.

O impacto do problema atinge os negócios que tentam se manter em funcionamento. A região do centro concentra igrejas, comércio, restaurantes e bares noturnos. Renata destaca que a situação afasta o público e torna a permanência nos arredores cada vez mais difícil.

Para demonstrar a mudança na dinâmica do local, a empresária relembrou o cenário de 2019, quando o seu estabelecimento funcionava na Rua Dom Aquino. Após transferir a loja para a Avenida Afonso Pena, considerada a principal via do município, ela passou a classificar a atual ausência das forças de segurança como um absurdo.

De acordo com o relato, o policiamento ostensivo nas ruas durante os horários de pico desapareceu. "A impressão que eu tenho é que simplesmente eles não estão mais por ali", afirmou. Ela pontuou que chegou a ver viaturas monitorando a região no período em que houve alterações nas regras de conversão do trânsito na avenida, mas garantiu que hoje o patrulhamento efetivo não é mais visto na prática.

A reportagem questionou a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) sobre os serviços de busca ativa e abordagem social que estão sendo realizados atualmente pelas equipes especializadas na região central; qual a periodicidade dessas abordagens; quais são as opções de encaminhamento, acolhimento institucional e tratamentos ofertados às pessoas em contexto de dependência química ou situação de rua; os principais desafios enfrentados pelas equipes diante da recusa de atendimento e se existe algum plano conjunto com outras áreas da gestão municipal voltado especificamente para a revitalização e assistência social no quadrilátero central.

Já a Sedes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) foi acionada para esclarecer de que maneira a Guarda Civil Metropolitana atua preventivamente na proteção do patrimônio público, praças e vias de pedestres na região central; se o sistema de videomonitoramento municipal tem registrado ocorrências recorrentes nessa área e como essas informações são integradas para intervenções rápidas; se há rondas permanentes com viaturas ou bases móveis da Guarda posicionadas nas proximidades das principais vias comerciais e de que forma a pasta tem atuado em parceria com os órgãos de segurança estadual e equipes de assistência social no perímetro urbano central.

O espaço está aberto para o retorno da prefeitura.

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Crédito: @renataandrade.1