Política

14/12/2016 09:22

Fantasmas: Magali se defende e diz que funcionárias da Seleta compareciam ao trabalho

A parlamentar negou que as funcionárias sejam 'fantasmas' e confirma que solicitou o serviço de ambas para seu gabinete

14/12/2016 às 09:22 | Atualizado Dany Nascimento
Geovanni Gomes

Após comparecer a sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para prestar depoimento na operação Urutau, a vereadora Magali Picarelli (PSDB) afirmou que considera as investigações em relação a Seleta e Omep válidas e se coloca à disposição da polícia.

O Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos no gabinete da tucana, para investigar a cedência de duas funcionárias da Seleta para o gabinete da vereadora. Ela afirma que seu depoimento durou cinco minutos, apesar de ter ficado cerca de uma hora e meia na sede do Gaeco, e destaca que esclareceu os fatos, confirmando que haviam realmente funcionárias cedidas, que trabalhavam em seu gabinete até voltarem à entidade cedente, atendendo um pedido dela.

A denúncia é que ambas seriam funcionárias fantasmas, o que segundo Magali, não procede, já que comparecem ao gabinete para prestar trabalho. 

"Acho muito importante essas investigações que o Gaeco vêm realizando, por isso me coloco à disposição da Justiça para responder a todos os questionamentos", disse Magali. 

Operação Urutau?

A Operação Urutau foi deflagrada na manhã de ontem (13), em um trabalho conjunto com a 29ª e a 49ª Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, com o apoio da Polícia Militar, que cumpriram de 14 mandados de busca e apreensão de documentos, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas na Capital.

De acordo com a nota oficial divulgada pelo MPE (Ministério Público do Estado), "apura-se a prática de improbidade administrativa e crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa em convênios mantidos pelo Município de Campo Grande com as entidades Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul (OMEP/BR/MS) e SELETA (Sociedade Caritativa e Humanitária – S.S.C.H) e seus dirigentes, prestadores de serviços e funcionários".

O promotor de Justiça, Marcos Alex Vera conversou com a imprensa no momento em que fazia buscas na Seleta e destacou que não poderia dar detalhes da operação, para não interferir no cumprimento dos mandatos na Capital.