Política

14/06/2017 13:16

CPI da JBS na Assembleia extingue comissão que analisa impeachment de Azambuja

CPI vai investigar Irregularidades Fiscais e Tributárias do Estado

14/06/2017 às 13:16 | Atualizado Airton Raes

A Criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da JBS na Assembleia Legislativa extinguiu a comissão especial para apurar denúncia de eventual crime de responsabilidade fiscal pelo governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). A comissão havia sido criada para analisar os quatro pedidos de impeachment contra o governador, após a delação premiada dos sócios da JBS.

Na semana passada a Comissão Especial realizou a primeira reunião e seus integrantes decidiram transformar a comissão de impeachment em Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar  Irregularidades Fiscais e Tributárias do Estado nos governos de Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja.

Em oito de junho, foi apresentado requerimento com dez assinaturas solicitando a abertura da CPI. No requerimento, também é solicitado que a Comissão Especial para analisar os pedidos de impeachment de Azambuja seja extinta.

Com isso, os trabalhos da Comissão foram adiados até a oficialização da instauração da CPI da JBS e a nova indicação dos integrantes. O presidente da Comissão, deputado Paulo Corrêa (PR), agendou reunião para a próxima terça-feira, 20 de junho, para definir os novos caminhos que a CPI irá tomar. 

Foram protocolados quatro pedidos de impeachment do Governador Reinaldo Azambuja, baseados na delação premiada dos sócios da JBS, que denunciou suposto esquema de distribuição e propina em troca de incentivos fiscais na redução do ICMS nos governos de Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja. Os pedidos foram protocolados por Kleber Rogério Furtado Coêlho, Danny Fabrício Cabral Gomes, Soraya Vieira Thronicke, Eduardo Henrique Magiano Perdigão e pelo vereador Vinicius Siqueira (DEM).

Reinaldo Azambuja, no entanto, nega as acusações. Segundo ele, o único dinheiro que recebeu da JBS foi durante a campanha eleitoral através de doação devidamente declarada para a Justiça Eleitoral. Além disso, conforme o governador, a delação premiada teria sido usada como forma de vingança contra a gestão tucana, que reduziu os incentivos fiscais da empresa.