Interior

08/08/2017 18:49

Pecuarista encontra 1.100 animais mortos e estima prejuízo de R$ 2 milhões

Suspeita é que rebanho tenha sido vítima de botulismo

08/08/2017 às 18:49 | Atualizado Thiago de Souza
Bois mortos estão sendo enterrados na própria fazenda - Rural News

1.100 bois confinados na Fazenda Marca 7, em Água Clara, foram encontrados mortos, esta terça-feira (8), em Água Clara. O pecuarista Pérsio Airton Tozzi estima prejuízo em R$ 2 milhões com o ocorrido. A suspeita, segundo serviços de saúde é que o gado morreu vítima de botulismo.

Os animais estão sendo enterrados na própria fazenda e não há registro da doença nas propriedades vizinhas.
 
De acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal (Iagro), a suspeita clínica da causa da morte dos animais é botulismo, mas o resultado laboratorial só será divulgado em uma semana. Amostras da ração oferecida aos animais, que é produzida na própria fazenda, e da água da localidade foram enviadas para o laboratório estadual e, caso o resultado seja positivo, será enviado para uma segunda análise em um laboratório de São Paulo.
 
Segundo o Água News e o Rural News, o botulismo ataca o sistema nervoso do animal provocando paralisia motora e o período de incubação é de uma semana a oito dias. A gravidade da doença está diretamente ligada à quantidade de toxinas que o animal ingeriu e pode ser dividia em quatro graus: Super aguda, Aguda, Subaguda e Crônica. Os principais sintomas são anorexia, falta de coordenação e ataxia.
 
No ser humano, a doença também ataca o sistema nervoso, podendo levar a morte conforme a quantidade de toxina expelida pela bactéria. Os principais sintomas no ser humano são visão dupla e embaçada, fotofobia (aversão à luz), ptose palpebral (queda da pálpebra), tonturas, boca seca, intestino preso e dificuldade para urinar.