Polícia

27/11/2017 11:22

Morre na Santa Casa jovem atropelado por estudante de medicina

Ele não resistiu aos ferimentos e morreu após ficar dois dias internado em estado gravíssimo

27/11/2017 às 11:22 | Atualizado Anna Gomes
Reprodução Facebook

Lucas Henrique Souza Mateus, de 21 anos, que foi atropelado pelo estudante de medicina, Rodrigo Souza Augusto, de 24 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta segunda-feira (27), depois de ficar dois dias internado em estado gravíssimo na Santa Casa.

A vítima passou por três testes clínicos de morte encefálica. Segundo a família, os órgãos do jovem serão doados.

Lucas foi atropelado pelo estudante de medicina na madrugada de sábado (25). O atropelamento aconteceu na Avenida Ceará, no cruzamento com a Rua Euclides da Cunha, na região central da Capital. Com o impacto, o jovem foi arremessado a cerca de 10 metros do local de colisão. Ele teve um TCE (Traumatismo Craniano Encefálico), fratura no tórax e na perna direita, além de um edema no cérebro.

Fiança

Rodrigo chegou a ser preso no atropelamento, mas foi liberado da prisão no mesmo dia dos fatos, após pagar fiança no valor de 54 salários mínimos, ou seja, R$ 50.598,00. Augusto foi liberado após o juiz plantonista Aldo Ferreira da Silva Junior aceitar pedido de habeas corpus na tarde do último sábado. Segundo a decisão, ele deverá comparecer mensalmente ao fórum para informar e justificar suas atividades e está proibido de deixar a cidade sem prévia autorização judicial.

Além disso, Rodrigo é obrigado ao recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; monitoração eletrônica para a fiscalização do cumprimento das medidas de proibição; suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor, com prazo inicial de seis meses ou até o julgamento da ação penal.

Caso

Lucas atravessava a rua com um grupo de amigos quando foi colhido por um veículo HB20 de cor branca. Segundo o delegado que investiga o caso, Hoffman D'Ávila Cândido e Souza, o sinal estava verde para o motorista, mas a vítima estava na faixa de pedestres, quase ao final da rua, o que não ameniza a situação.

Rodrigo aguardou a chegada do socorro no local e não tem ficha criminal. Porém, conforme Hoffman, ele estava com 0,85 ml de álcool por litro de sangue, quando os casos de multa administrativa são de até 0,3 ml/l. Também estava cambaleante e com olhos vermelhos na hora da autuação.