Campo Grande

07/01/2018 07:00

Piscinas do Parque Jacques da Luz devem ser reformadas e reabertas neste ano

Crianças buscam alternativa de banho em área proibida na região das Moreninhas, onde morreu garoto de nove anos

07/01/2018 às 07:00 | Atualizado Amanda Amaral
Amanda Amaral

Sem laudos de segurança para utilização e sucateada, a área das piscinas do Parque Jacques da Luz, no bairro Moreninha II, em Campo Grande, está desde a gestão municipal passada em interdição. Segundo a prefeitura, o local será reaberto para uso neste ano, já que está entre as metas da Fundesporte (Fundação Municipal do Esporte) a revitalização total dos parques sob administração do Executivo.

O problema não é recente, mas voltou à discussão de moradores após a morte do menino Hiago Ryan Cardozo Aguirre, de nove anos. A criança nadava em reservatório de água no dia 26 de dezembro, no Conjunto Habitacional José Maksoud, se afogou e permaneceu internada em estado grave na Santa Casa até o dia 2 de janeiro, quando faleceu.

O local, impróprio para banho, era usado como alternativa de diversão para crianças, ainda mais em época de férias escolares. Quem vive no bairro lamenta o ocorrido, e critica a omissão do proprietário do terreno, mas também questiona quando a opção de lazer e atividades esportivas nas piscinas do parque municipal devem retornar.

''A culpa é de prefeito e de governador, que não fazem nada para tirar esses moleques da rua. O parque com piscina, com tudo, está lá fechado, se acabando", esbravejou Josilene Malaquias, esposa de José Carlos Macena, 52 anos, que tentou socorrer o garoto no dia do acidente.

O Parque foi inaugurado em dezembro de 1994, passou por obras em 1999 e reinaugurou em 2003. São 45 hectares de expansão, com complexo esportivo coberto com duas quadras de futsal, uma de basquete e uma de vôlei, palco para apresentações, banheiros, camarim, sala de arte, sala de dança, sala de informática e a sala de administração.

A Área Esportiva descoberta conta com seis campos de futebol, duas quadras de futsal, duas quadras de vôlei de areia, uma pista de caminhada com 2,4 mil metros, o estádio de futebol e três piscinas, sendo uma exclusiva para crianças.

Reformas

O presidente da Fundesporte, Rodrigo Terra, diz que não há previsão exata para o início das obras e a entrega do complexo aquático, mas afirma que o orçamento para a reforma em 2018 já foi aprovado, sem informar qual o valor a ser investido. “Aquela área está sucateada, precisa trocar filtros, bombas, os azulejos, entre outras coisas. Essa administração já pegou as piscinas interditadas, mas temos a meta de entregar elas reformadas neste ano”, explica.

Terra adiciona que outras atividades esportivas e de lazer estão disponíveis para uso normal no parque, com mais de mil pessoas inscritas em aulas oferecidas pela prefeitura. Entre estas, a escola de ballet e escola de futebol, com participação de aproximadamente 100 meninas e meninos, além de ginástica, corrida, ioga e futebol de salão, tudo gratuito.  

Os projetos de recuperação e entrega de parques e praças foram exigidos pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual), sob pena de interdição, em 2017. O complexo aquático do Parque Tarsila do Amaral, que estava sem os laudos necessários para uso, portanto interditado, foi reinaugurado em plenas condições em agosto e oferece aulas de hidroginástica e natação infantil.

Além deste, foram reformadas as piscinas Centro Municipal de Treinamento Esportivo (Cemte), antigo Instituto Mirim, no bairro Carandá Bosque. No local, acontecem aulas de natação para crianças e adolescentes, entre oito e 16 anos.

Ainda em 2018, pode também ser entregue a reforma do Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho. “Nossa vontade é trabalhar para conseguir entrega de dois parques ao ano, talvez o Ayrton Senna fique para 2019, mas vamos tentar finalizar neste ano”, diz.