Política

02/02/2018 07:00

Azambuja defende legado do PSDB, adota discurso de reeleição e ataca Puccinelli

Governador desafiou o gestor anterior a governar na crise

02/02/2018 às 07:00 | Atualizado Airton Raes
Wesley Ortiz

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), adotou discurso da continuidade de gestão, defesa do legado do PSDB e possível reeleição. Também começou a atacar a gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB), principal adversário de Azambuja nas eleições deste ano.

“Nós temos a responsabilidade. Tem possibilidade de reeleição? Tem a possibilidade de reeleição. Se isso for a vontade do partido e dos aliados. Ninguém faz politica sozinho. A gente não faz politica para fazer defesa. A gente faz política para fazer propostas; melhorar a vida das pessoas”, completou.

Azambuja destacou que a responsabilidade do Governo em tomar as medidas necessárias para o equilíbrio das contas públicas. “Por isso o Estado não sucumbiu na crise, somos um Governo transparente. Não é fácil ser um governo nota dez em transparência. E é um governo de entregas, que está presente nos 79 municípios”, disse.

O governador também atacou o governo antecessor, do ex-governador André Puccinelli. “Soubemos fazer com responsabilidade, governança na crise. Governar na bonança é fácil. Governar quando tinha bilhões para fazer empréstimos para os Estado é muito fácil. Quero ver governar na crise”, desafiou Azambuja a Puccinelli. Um dos empréstimos durante a gestão de André Puccinelli foi alvo de investigação pela Polícia Federal durante a operação Lama Asfáltica.

Azambuja deu outra cutucada no ex-governador ao falar da responsabilidade da tomada de decisões que podem prejudicar os governos futuros. “Hoje a gente paga um ônus de medidas inconsequentes tomadas por alguns governantes que levaram o Mato Grosso do Sul a dificuldade enormes em alguns setores. Político tem que ser responsável”, disse Azambuja.

No inicio da gestão, Azambuja reclamou do “pacote de bondades” deixado Por André Puccinelli, como o reajuste nos planos de cargos e carreiras das categorias do funcionalismo estadual, que teve impacto mensal de R$ 20 milhões. Também no aumento do duodécimo para os poderes entre 2014 e 2015. Também ocorreram mudanças no Simples, que reduziram entrada de recursos nos cofres do Estado e também alterações no Fundersul.

O governador de Mato Grosso do Sul também destacou que durante os 21 ano de gestão nunca foi condenado. “Já fui investigado desde a época de prefeito, mas o Ministério Público arquivou todas as investigações”, disse. André Puccinelli foi preso o ano passado e teve que utilizar tornozeleira eletrônica devido as investigações da Operação Lama Asfáltica.

Azambuja destacou os avanços do governo em segurança pública, habitação, saneamento, saúde e educação. “Não é só pagar o maior salário do País aos professores. Mas também a melhoria das notas dos alunos. Não é só o discurso do kit escolar, do salário.  É também o resultado. Temos um grande legado para preservar”, disse.