Campo Grande

14/03/2018 15:10

População aplaude fim de cobrança do FlexPark e cobra devolução de dinheiro

Maioria dos entrevistados acredita que o dinheiro deve retornar aos cofres e ser investido em benfeitorias na cidade

14/03/2018 às 15:10 | Atualizado Dany Nascimento
Wesley Ortiz

Os campo-grandenses aprovam o possível fechamento da cobrança do parquímetro aos sábados no centro da Capital e destacam que todo o dinheiro arrecadado pelos dias em que o serviço funcionou de forma irregular, deve retornar aos cofres públicos. Para a população, o valor arrecadado deve ser investido em benfeitorias na cidade, como a pavimentação asfáltica.

Para Cássia Baron Coronel, 30 anos, o fechamento gera benefício para os comerciantes, que acabam sendo prejudicados com a cobrança por uma vaga. “Eu acredito que o benefício maior será para os comerciantes porque no final de semana é quando o centro ganha fluxo maior de pessoas. A maioria da população não tomou conhecimento do que está acontecendo, essas irregularidades quase não chegam para a população”.

Uma nota pública foi divulgada pelo Ministério Público Estadual na última semana, apontando que o horário de funcionamento do estacionamento rotativo é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. O contrato de concessão n. 26/2002 não aponta a cobrança aos sábados, que ainda que contida em instrumento particular firmado em 2006, não poderia ocorrer sem que houvesse, em contrapartida, o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, com a redução do contrato de concessão, com a redução do valor da tarifa.


 Edmilson de Oliveira, 52 anos, afirma que a lei deve ser cumprida e que as irregularidades devem ser cobradas. “Eles tem que cumprir o que foi determinado em licitação, porque cobrar algo que não está previsto no contrato, é lesar a própria população. Se eles já sabiam, porque cobraram? O certo seria devolver este dinheiro em benfeitoria, o que mais a cidade precisa é de benfeitoria”.

Assim como Edmilson, Carlos Alberto Rodrigues, 60 anos, acredita que o dinheiro que foi arrecadado com a cobrança indevida, deveria ser aplicado na pavimentação asfáltica do município. “É importante cumprir a lei e já percebemos que isso não foi feito. Agora o certo é fazer esse dinheiro voltar, basta olhar para o asfalto da cidade para perceber que o que mais precisamos é de dinheiro, enquanto alguns estão tirando dinheiro das pessoas”.

Leydson da Silva, 25 anos, destaca que a Capital leva muitos ‘golpes’ e quem paga a conta é a população. “Aqui tem muito isso e quem acaba se ferrando é o trabalhador, se não respeita a lei, tem que pagar por isso. Concordo que o dinheiro tem mesmo que retornar me benfeitorias, hoje temos mais buracos que asfalto, então porque não investir o dinheiro que saiu do bolso do trabalhador em melhorias para o próprio trabalhador”.