Política

22/07/2018 18:10

'Meu voto é igual o das pessoas que moram embaixo da lona', diz Marquinhos sobre alianças

Prefeito enfatiza que pré-candidatos eram contra sua candidatura na eleição passada

22/07/2018 às 18:10 | Atualizado Rodson Willyams
André de Abreu

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) mantém segredo sobre alianças políticas e garante que o foco hoje é "cuidar de Campo Grande". Ele afirma que as negociações partidárias estão sob o comando dos dirigentes do partido.

"A minha única política é com Campo Grande cada vez melhor. Cabe aos dirigentes do partido cuidar de coligação, de apoio", comentou. E ainda emendou: "não subestimem a capacidade do eleitor. A minha opinião serve apenas para mim, nem para minha esposa serve".

Marquinhos ainda lembrou que, durante a eleição para prefeito, não teria recebido apoio dos principais nomes que disputam a eleição neste ano. "O Reinaldo [Azambuja], o André [Puccinelli] e o Odilon [de Oliveira] eram contra a minha eleição. Mas a população escolheu a mim. Então, ninguém vai pela opinião dos outros, principalmente na política", comentou.

"Então, o apoio do Marquinhos serve? Eu só tenho um voto e o meu voto é igual o das pessoas que moram embaixo da lona. Que eles procurem se articular para fazer o melhor para o Estado. Eles têm que buscar apoio do povo e não o meu", finalizou.

PSD

Em entrevista anterior, o presidente do PSD, Antônio Lacerda, avalia que a sigla tem três possibilidades para seguir no pleito eleitoral de 2018. Ter uma chapa pura e lançar candidato ao Governo, fazer aliança com um dos pré-candidatos ao Governo do Estado ou apenas lançar chapa minoritária, em posição de neutralidade. Ele garante que o fato do partido, até o momento, não se posicionar não significa 'ausência'.

Segundo Lacerda, o período das convenções, que vai de 20 de julho até 5 de agosto, servirá como momento de definição partidária. "É nesse período que a gente do PSD, juntamente com o prefeito, estamos queremos definir o rumo do partido no Estado de Mato Grosso do Sul", finaliza. Durante o período das convenções é que o partido irá definir qual dos caminhos irá seguir.