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Entrevistas

há 11 anos

Após escândalo, Hospital do Câncer tenta se reerguer e ampliar atendimento

Entrevista

A entrevista desta semana é com o diretor-geral do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, empresário Carlos Alberto Moraes Coimbra, que falou com exclusividade a equipe do site Top Mídia News, e abordou sobre diversos assuntos. Ele não se omitiu de comentar sobre polêmica que envolveu a instituição em 2013, com esquema de corrupção, além de falar dos novos desafios que ela irá passa com a ampliação da unidade, que deve ficar pronta em três meses. Também é esprada a chegada de novos equipamentos, avaliados em R$ 1,2 milhão para atender os pacientes da unidade hospitalar, localizada em Campo Grande.


Top Mídia News - Como está o andamento das novas obras do Hospital do Câncer?

Carlos Coimbra - Nós vamos começar agora as obras de adaptação que a Casa Cor nos deixou. No dia 1º de novembro nós fizemos um orçamento e está faltando chegar alguns equipamentos, e fizemos o levantamento para acharmos o melhor preço. Nós devemos começar as obras no dia 1º de dezembro e previsão é que elas fiquem prontas em três meses, com a conclusão no final de fevereiro.

E em março de 2015, nós devemos inaugurar já com início aos atendimentos a população. Neste novo prédio nós vamos contar com a parte administrativa, recepção, consultórios da parte infantil e de exames, que ficarão distribuídos nos dois primeiros andares do novo prédio. Toda essa obra está avaliada em R$ 500 mil.


Top Mídia News - O senhor já conversou com o governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) para um possível auxilio nessas obras?

Carlos Coimbra - Sim, conversei com o novo governador eleito, deputado federal Reinaldo Azambuja. Ele se comprometeu, afirmando que a prioridade dele é investir na área da Saúde. Então ele disse: 'Carlos eu quero marcar uma reunião com você e com os outros hospitais filantrópicos para a gente estabelecer um cronograma de atendimento e principalmente de verificação sobre quais são as possibilidades de cada hospital, para que nós possamos aumentar e melhorar o atendimento a população'.

Já em relação ao Hospital do Câncer, o comprometimento é com esse novo prédio. Nós queremos ampliar, aumentar e melhorar a prestação do serviço. Ele se comprometeu a pautar isso que está previsto na linha de prioridades do governo dele. Com relação a isso, nós temos uma grande expectativa que nós consigamos concluir todo o nosso projeto nos próximos dois anos. O valor total dessa obra será de R$ 12 milhões.    

 

Top Mídia News - Com relação ao prefeito Gilmar Olarte (PP), o senhor tem acompanhado que a prefeitura passa por uma crise, os convênios que foram firmados estão sendo cumpridos?

Carlos Coimbra - Tenho acompanhado toda essa situação. Mas logo que ele assumiu, nós fomos lá na prefeitura onde ele esteve conosco e graças a Deus e a sensibilidade do prefeito Gilmar Olarte, nós conseguimos aumentar o repasse municipal que era historicamente de R$ 14 mil, era o pior repasse para os hospitais filantrópicos que o município fazia. Mas após esse encontro, nós conseguimos reverter e aumentar de outubro de 2014 à janeiro de 2015 para R$ 200 mil. A partir de fevereiro do próximo ano vai aumentar para R$ 400 mil. Isso vai ajudar o hospital a equilibrar as contas. Com esse recurso, o Hospital do Câncer passa a ficar equilibrado financeiramente. Esse dinheiro veio em boa hora e vai nós dá a oportunidade para a gente pensar em coisas futuras, como em novos serviços e equipamentos.

 

Top Mídia News - Em 2013 houve aquela crise que acabou afetando a imagem com todos os escândalos de corrupção que envolveu a administração do hospital. Hoje como está a situação financeira do Hospital do Câncer? Houve uma alguma dificuldade na captação de novos recursos?

Carlos Coimbra -  No início houve sim uma certa dificuldade de capitação de recurso. Nós assumimos no dia 20 de março de 2013, após o hospital ter passado por toda aquela crise de credibilidade. Mas acho que aos poucos nós fomos mostrando que as coisas mudaram aqui, e graças a Deus, a gente vem conseguindo recuperar o apoio e a credibilidade da sociedade sul-mato-grossense.

 

Top Mídia News - E como está a capitação do recurso?

Carlos Coimbra - O telemarketing quanto teve os escândalos, a capitação de recurso caiu para R$ 130 mil e nós tínhamos 65 funcionários trabalhando neste setor. Hoje já conseguimos elevar esse valor para R$ 190 a R$ 200 mil em média, mas com 35 funcionários. Então, nós apontamos um grande crescimento neste sentido de arrecadação e voltamos ao que nós arrecadávamos antes dos escândalos, mas com a redução de funcionários.    

Top Mídia News - Recentemente, o Ministério Público Federal bloqueou R$ 12 milhões do Hospital de Câncer sobre suspeita de envolvimento de esquema de superfaturamento, como está procedendo este caso?

Carlos Coimbra - Essa é uma ação que o Ministério Público Federal entrou pedindo esse bloqueio. Nós tivemos conhecimento por meio da imprensa, que é uma grande parceira dentro desse nosso processo. No momento eu não posso falar, até porque eu não o conheço a fundo esse processo, sei que houve esse bloqueio de recurso e que inclusive o MPF pediu que parte deste dinheiro seja revertido ao hospital a título de indenização. Nós estamos acompanhando este caso por meio do nosso setor jurídico.

Top Mídia News - Sobre a desativação do setor de oncologia da Santa Casa, o Hospital está preparado para receber esses pacientes?

Carlos Coimbra - Sobre esse encerramento da Santa Casa é importante a gente explicar e tranquilizar a população que existe uma confusão. A Santa Casa não vai encerrar imediatamente as atividades da oncologia. O que o presidente Wilson Teslenco e o Conselho Administrativo da Santa Casa viram foi o seguinte: se nós [Hospital do Câncer] vamos ter um hospital novo com 46 leitos e lá eles têm em média 12 leitos para o setor. E como nós também estamos construindo um novo hospital aqui ao lado, com mais de 248 leitos, existe a possibilidade do Hospital do Câncer tornar-se um Hospital Geral, claro que especializado na oncologia, mas também que possa fazer atendimentos de outras especialidades, porque talvez esses 248 leitos serão muito mais do que suficiente para atender a demanda do município e das cidades da macrorregião de Campo Grande.

Então é natural que eles tenham prazo para fechar a oncologia e migrar  esses pacientes para cá. Até porque os médicos que atendem lá, quase que na totalidade atendem aqui também. Portanto, quanto o Hospital do Câncer for aumentando, o setor na Santa Casa irá diminuir. Mas essa informação que a Santa Casa vai fechar imediatamente o setor não é verdadeira. Hoje nós já temos mais de 100 pacientes que eram da Santa Casa e fazem o tratamento conosco, ao todo eram 600. Em três meses, nós conseguimos esses números de pacientes sendo atendidos aqui. Isso sem a ampliação. Então, essa migração vai ser feita gradativamente, mas só vai acontecer também se o Hospital de Câncer tiver condição, se o médico achar conveniente essa transferência. Ninguém vai pegar o paciente e tirar ele a força de lá e trazer para o Hospital de Câncer. Tudo isso vai acontecer de forma tranquila.  


Top Mídia News - Assim que ficarem prontas as obras, as outras unidades que oferecem o tratamento ontológico poderão também transferir os seus pacientes para o novo hospital?   

Carlos Coimbra -  Se os outros hospitais, se os gestores estadual e municipal e do Ministério Público Estadual entenderam que isso pode ser benéfico, não vejo problema. Se nós tivermos condição e leitos, nós vamos atender sem o menor problema, mas a decisão tem que ser conjunta. Por exemplo, o Hospital Regional tem pacientes com diversos tipos de demandas, e o próprio setor infantil, o Cetoi - que ocupa o oitavo andar é feito lá. Com isso, por exemplo, o impede o Governo do Estado transferir esses pacientes para cá se teremos um hospital especializado. Portanto, isso é uma decisão que precisa ser feita em conjunto.


Top Mídia News - O senhor chegou a mencionar que o Hospital do Câncer poderá atender outras especialidades, além da oncologia, quando estiver concluída as obras. Existe algum projeto para isso?

Carlos Coimbra - Bom, isso pode acontecer se tivermos leitos sobrando. Imagine, nós estamos construindo uma nova unidade com 248 leitos, se tivermos uma demanda para a oncologia de 148 leitos, nós ainda teremos sobrando 100 leitos. Esses que sobraram poderão ser ocupados, mas é claro que a gente vai oferecer esses leitos ao município para que atenda a demanda, que as vezes não está sendo atendida pelas outras unidades. Mas isso só vai acontecer, se as outras unidades que atendem o setor ontológico não quiserem transferir os seus pacientes. O que também vai depender da demanda da macrorregião de Campo Grande. Se nós tivermos leitos sobrando, nós podemos abrir sim para outras especialidades, ou seja, pode até ser para o trauma ou para outras especialidades. Mas tudo isso é o município que vai decidir, afinal ele é o gestor pleno.

Mas nós estamos abertos para diálogos e é importante informar que nós e os outros hospitais não somos concorrentes, somos parceiros e a gente sempre estamos em contato para debater e discutir as coisas que são melhores para a população. Agora o nosso objetivo principal é focar na obra e esperamos que em março de 2015 fique pronta para atender a população.

  

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