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Eleições 2014

10/10/2014 07:00

Após vexame, pesquisas mudam e apontam empate entre Aécio e Dilma

Pesquisa e voto

Tentar reparar um erro, por vezes não dá certo. Como diz a sabedoria popular: ficou pior a emenda do que o soneto. Mas, os erros têm que ser reparados. Sem explicação para os números anteriormente divulgados e que apontavam Dilma Rousseff disputando o segundo turno com Marina Silva, com esta sagrando-se vencedora em segundo turno, as pesquisas agora, comprovado o erro, mostram Aécio Neves (nas pesquisas anteriores derrotado no primeiro turno) em vantagem na corrida presidencial no segundo turno.

Difícil acreditar que o último debate tenha provocado tamanha leva de votos para o candidato tucano, mais plausível pensar que as pesquisas, por uma estranha matemática, apresentavam erros tão crassos.

Os números dados inicialmente à candidata Dilma Rousseff, podem ter uma explicação simples e lógica, numa ocorrência comum notada pelos pesquisadores (aqueles que saem a campo): falta de confiança nas instituições, e não falo dos institutos de pesquisas, mas em todas as instituições, e a desconfiança parte exatamente daquela faixa populacional que não tem acesso aos serviços públicos e sequer são contempladas pela Justiça, quando e se necessitarem.

A população de baixa renda e escolaridade desconfia. Essa desconfiança é o que leva a 'mentir' para o pesquisador. Entendam da seguinte forma, é um segmento protegido pelos programas sociais, e devem sua sobrevivência a eles. O imenso temor em perder as “bolsas” que lhes dão um mínimo de dignidade somado à justa desconfiança com as instituições, fazem com que indiquem o voto naquele que ocupa o governo, nunca na oposição.

Nesta matemática subjetiva não compreendida pelas pesquisas, mora grande parte do erro do resultado final divulgado. O simples tornando-se complexo.

Mais detalhadamente, um exemplo: o fulano recebe o bolsa família e não pode prescindir disso por sua própria sobrevivência, mas ainda que fundamental, esse programa parou no tempo. Ficou nisso, não houve avanços, ainda não contempla de forma plena e abrangente. Mata a fome, mas não produz água, oportunidade, cidadania ou igualdade social. No entanto, ainda pensando pela lógica do “fulano”, por não confiar nas instituições, ele teme que lhe tirem este pouco que tem se declarar voto na oposição. Enxerga no questionário uma forma de descobrirem que ele está “traindo” o seu provedor, mesmo que pretenda votar em outro.

Mas porque votar em outro? Porque quer avanços nos programas sociais e, no caso de Dilma Rousseff, ela representa o “mesmo”, ou seja, representa que o auxílio permanecerá como está, afinal desde as primeiras conquistas, ainda no governo tucano e apesar de todo o avanço do governo Lula, chegou a um ponto de estagnação. É isso e vai aumentar sempre da mesma forma. E só.

Parece que os desassistidos querem mais e de outra forma. Querem a oportunidade de conquistar dignidade, uma identidade que os tire da condição de “fulano”, da lista de “amparados”. Querem a água que lhes falta nas regiões de seca, querem assistência para plantar suas poucas terras, querem uma forma que os ensine a ler e que permita aos seus filhos uma educação pública de qualidade. Querem poder lutar, com suas próprias forças, pela propalada igualdade.

Talvez os discursos de situação e oposição se igualem e, muito provavelmente sejam, ambos, promessas apenas. Entretanto, ainda pela ótica deste “pesquisado”, a promessa de quem está, não foi cumprida, e a promessa da oposição seja plausível. Ele arrisca.

Parece que os institutos de pesquisa corrigiram este desvio, ou trabalham para não perder de vez a credibilidade.

Pesquisas divulgadas na quinta-feira, encomendadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, com margem de erro de 2 pontos percentuais para ais ou para menos e nível de confiança de 95%, mostram empate técnico entre os dois candidatos à presidência da República.

Excluídos os votos brancos, nulos e indecisos, os votos válidos, utilizados na divulgação oficial dos resultados, Aécio teria 51% da preferência do eleitor brasileiro, contra 49% da presidente Dilma.

O Datafolha ouviu 2.879 eleitores nos dias 8 e 9 de outubro, e registrou o levantamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01068/2014. Já o Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 7 e 8 de outubro, e registrou a pesquisa no TSE sob o protocolo BR-01071/014.



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