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Entrevistas

27/03/2015 09:37

Atuar com gastronomia na educação pública é motivador, diz chef

Na cozinha

Adepta do conceito de slow food, que opõe-se à tendência de padronização dos alimentos, a chef de cozinha Vera Chaves, 54 anos, teve a vida transformada pela comida. Trocou o direito pela gastronomia e o Sul do país pelo sul do Pantanal. Apesar da especialização em culinária italiana clássica, a cozinha regional é lida diária no Centro de Educação Ezequiel Ferreira Lima – CEPEF, onde forma gente para agradar o paladar. Em entrevista ao Top Mídia News, Vera falou sobre o desafio de popularizar a culinária por meio da educação pública e a importância de uma alimentação que dialoga com o processo natural de produção dos ingredientes.


Top Mídia News: Como se interessou por gastronomia?


Vera Chaves: Meu interesse pela gastronomia vem de muito cedo, mas nunca pensei em me profissionalizar, até porque na época a gastronomia era vista com preconceito. Fiz faculdade de Direito e exerci a profissão por 15 anos , trabalhando em Escritório Particular, Procuradoria de Município e como Docente.Comecei a me desmotivar com o Direito  e resolvi dar uma virada radical. Fui estudar gastronomia, abri um restaurante no Rio Grande do Sul e fui cada vez mais me envolvendo, me apaixonando e me realizando.


Top Mídia News: Como é atuar com culinária na educação pública?


Vera Chaves: Atuar com gastronomia na Educação Pública é muito interessante, pois o público é heterogêneo e atualmente trabalho com duas modalidades : Subsequente ( alunos que já concluíram o ensino médio) e com Pronatec ( alunos que estão cursando o ensino médio), isso quer dizer que tenho alunos de 16 a 65 anos, que  vêm em busca de profissionalização e  realização pessoal,  e isso torna o meu dia a dia muito rico, pois a troca de informações e de energia é muito intensa.Temos adolescentes  , temos donas de casa , temos pessoas que já trabalham na área , mas de maneira informal e temos pessoas formadas em outras áreas,  todos em busca de uma profissionalização.

Aqui no Centro de Educação Ezequiel Ferreira Lima – CEPEF – os cursos são totalmente gratuitos e formamos Técnicos em Cozinha,  é um curso completo de mais de 800h, que  engloba  higiene e manipulação de alimentos , nutrição e dietética, empreendedorismo, cozinha regional, brasileira e internacional entre outras disciplinas que contribuem para a formação do técnico.


Top Mídia News:  Qual a importância de difundir o conceito de slow food em um sociedade em que o fast food a cada dia ganha mais força?


Vera Chaves: Comer é fundamental para viver. A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso.  Esta é a filosofia do Slow Food.

Acreditamos que todos têm o direito fundamental ao prazer de comer bem e consequentemente têm a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta.

Bom, limpo e justo: é como o movimento acredita que deve ser o alimento. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.

Somos Co-produtores e não simples consumidores, pois tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção

O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores.

Top Mídia News:  Quais pratos que  mais gosta de criar utilizando ingrediente regionais?


Vera Chaves: Eu sou natural do Rio Grande do Sul e base  da alimentação do gaúcho é a carne. Aqui no MS   aprendi a trabalhar e apreciar os peixes de água doce.  Gosto muito de preparar pratos como Pacu Recheado Assado, Pintado ao Molho de Urucum. Tem também  o  Macarrão de Comitiva que é um prato preparado com massa longa e carne seca e a Paçoca de Carne Seca.

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