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17/04/2015 13:28

Corte nos plantões e 'quentinhas': novas denúncias na saúde da Capital

Denúncia

Mais uma vez os plantões dos servidores municipais são alvo de denúncias. Os servidores do setor em Campo Grande entraram em contato com o Topmídia News, reclamando que a Prefeitura Municipal teria feito um acordo para eles fazerem 12 plantões, mas quer pagar apenas dez. Além disso, a categoria também está revoltada com a Real Food, empresa que fornece as marmitas, que já informou o corte do alimento para os plantonistas.

"Já nos informaram que vão cortar as marmitas para os plantonistas, e também reduziu o número de plantões, não tem como trabalhar assim", afirmou uma enfermeira, que preferiu não se identificar.

Outro trabalhador, que também optou pelo anonimato, revela a situação: "do jeito que está já tá ruim, com esse corte de plantões e das marmitas, vai piorar, muito servidor vai sair, e a espera vai ser ainda maior para os pacientes".

As reclamações, inclusive, já chegaram à Câmara Municipal de Campo Grande. De acordo com a vereadora Thaís Helena, líder do PT na Câmara Municipal, a situação precisa ser resolvida, pois quando diminui a quantidade de enfermeiros, acaba abalando o atendimento.

"Onde existia dois enfermeiros, fica um para atender centenas de pessoas. É complicado porque  os funcionários também são seres humanos e podem ficar doentes. Por isso está acontecendo uma série de brigas onde os pacientes acabam perdendo a paciência com os servidores nos centros de saúde e não podemos culpar a equipe", lamenta.

Para o vereador Paulo Pedra (PDT), a cidade precisa urgentemente de medidas que acabem com este problema na saúde mesmo dizendo que a atual administração do prefeito Gilmar Olarte ''não tem mais jeito''.

"A cidade está um verdadeiro caos. Quem faz doze horas, tem que ganhar o merecido. Se continuar desta forma, eu apoio a categoria fazer uma greve e reivindicar seus direitos", ressaltou Pedra.

Não é primeira vez que a saúde municipal passa por sérios problemas, no mês de março deste ano, revoltados, os servidores ameaçaram entrar em greve após o corte dos plantões dos funcionários. Depois de quase um mês de tentativa de negociar com a Prefeitura da Capital, representantes de diversas classes decidiram partir para o embate com a equipe comandada pelo prefeito. Na época, os servidores chegaram a pedir o impeachment de Olarte.

A crise teve início ainda no início de 2015, quando a Secretaria Municipal de Saúde mandou cortar os plantões dos servidores, ou seja, os trabalhadores ficaram proibidos de fazer horas extras, e tiveram os salários reduzidos drasticamente. Mesmo assim, a prefeitura não contratou novos funcionários, o que piorou o atendimento na cidade.

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