O candidato Delcídio do Amaral (PT), reunido com a militância após a divulgação oficial do resultado das urnas que lhe deu pouco menos de 3% de vantagem sobre o segundo colocado, deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDBD), discursou ressaltando a força da campanha e o trabalho de sua equipe e dos voluntários.
O candidato declarou que vai trabalhar, a partir de amanhã, pelos votos daqueles que se abstiveram – quase 20% - e que muitos desses votos poderiam ter sido dados ao PT, uma vez que, segundo Delcídio, boa parte deles deve ser de assentados que, por problemas de locomoção não conseguiram comparecer ao local de votação.
Uma conversa com o PMDB estadual também consta da agenda de Delcídio que acredita em uma aliança para o segundo turno, uma vez que os partidos formam aliança no plano federal e, também, devido ao seu bom relacionamento com o governador André Puccinelli e com as bancadas do partido.
“Sempre tive uma relação amistosa com o partido e com o governador. Vou procura-los, eles serão ouvidos e o partido vai deliberar. Eu nunca tive dificuldade de diálogo com o PMDB, que é base do governo Dilma, mesmo que haja rivalidade em nosso estado”, disse Delcídio.
A presidente Dilma Rousseff agendou um encontro com o candidato para esta terça-feira (7) às 10 horas em Brasília. “O PT nacional já trabalhava com a hipótese de segundo turno nas eleições presidenciais e esta reunião é para realinhar as estratégias de campanha, tanto a nível federal, quanto estadual,” esclareceu Delcídio.
A nova estratégia prevê a conquista dos que se abstiveram e daqueles que anularam seus votos ou votaram branco, e que tiveram peso significativo. A coordenação da campanha fará uma análise detalhada do mapa eleitoral tentando identificar os núcleos onde estes votos tiveram maior peso e buscar esses votos, abrir um diálogo.
Segundo Delcídio, essa campanha foi atípica, seja pelo curto espaço de tempo destinado às campanhas e pela carnificina que substituiu o enfrentamento de ideias, programas e projetos.




