Combinar churrasco, conversar com os parentes, trocar ideias entre amigos. Atitudes como essas são corriqueiras nas redes sociais, mas o que espanta é o fato de uma pessoa estar presa para cumprir uma sentença por um crime e ter toda essa regalia, o que além de tudo, é ilegal.
Paulo Ricardo Santiago da Silva, 26 anos, conhecido como Amaral e sua esposa Josélia Daiane Junqueira da Silva, 23, foram presos na noite do dia 1° de Julho. Eles foram flagrados na casa onde moravam, na rua Tupaciguara, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande. O casal era responsável por manter um ponto de vendas de drogas.
A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) descobriu tudo após extensa investigação e denúncias. Paulo ainda tentou livrar a companheira, dizendo que ela não participava do esquema, mas as provas e testemunhas comprovaram o contrário.

(Casal preso - Foto: Deivid Correia)
Durante o dia, Paulo trabalhava em uma empresa de padrão de energia elétrica, como motorista e à noite investia no tráfico. Mas, mesmo preso, o traficante continua navegando na internet. O fato foi divulgado por meio de denúncia ao TopMídia News e comprovado ao analisarmos o Facebook. Em um dos comentários dele, Paulo diz: “BOA TARDE? SALVE SALVE TO PRESO MAIS NÃO TO MORTO”.
Muitos parentes e amigos comentaram a “novidade”, dizendo que estavam com saudades, que era para ele sair logo da cadeia que o churrasco seria por conta deles. Inclusive há bons conselhos, como ”Crie juízo e saia dai logo, que Deus te abençoe”. O que parece engraçado, se torna piada de mau gosto, porque para a denunciante, o homem que deveria estar aprendendo a não cometer mais crimes com sua senteça, acaba tirando umas “férias na cadeia”.

(Facebook/Reprodução)
O delegado titular da Denar, Rodrigo Yassaka contou que os presos ficam na sua delegacia no máximo três dias, até serem transferidos. Como uma das postagens foi na tarde do dia 6 de setembro, Paulo Ricardo já estaria no presídio.

(Delegado titular da Denar, Rodrigo Yassaka - Foto: Deivid Correia)
“Infelizmente, não podemos negar que fatos como este podem acontecer. Mas nossa missão é fiscalizar e evitar. No entanto, como eles ficam curto período aqui na delegacia, o caso passa a ser de responsabilidade da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário)”, explicou Yassaka.
Por outro lado, a Agepen se defende justificando que no local há monitoramento e bloqueadores de celulares. Mas fazem a ressalva que o setor de inteligência será informado sobre o caso e irá verificar a denúncia. Se for constato que o interno realmente tem um celular e acesso a internet, ele irá responder por mais este ato administrativo, tendo em vista, que tal comportamento é ilegal.
Repórter Top
Você também pode enviar flagrantes, acidentes, denúncias, fotos, informações que podem se transformar em notícia no nosso site, através do aplicativo Repórter Top, mandando via Whats pelo número: 067 9826-0686.
Relembre o caso:




