Moradores do Conjunto Residencial Senador Ramez Tebet, região Sul da Capital, sofrem com o descaso que a Prefeitura Municipal , que "esqueceu" os cerca de 2 mil moradores do bairro, criado há quase cinco anos em Campo Grande. A região n~eo tem atenção alguma da administração do prefeito Gilmar Olarte (PP) e moradores sofrem com a falta de asfalto, mesmo com uma placa na entrada do bairro anunciando as obras.
A placa anuncia o investimento de R$ 1,163.999.99 dos cofres públicos, e faz parte da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e teve a parceria do Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal. Porém, a obra ficou só na placa mesmo.

A presidente do Bairro, Solange Vilhagra, 36 anos, disse que já tentou várias vezes marcar uma reunião com o secretário de obras da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Valtemir de Alves Brito, o Kako. Mas nunca conseguiu, também tentou, sem sucesso, encontro com o administrador da cidade, o prefeito Olarte.
“Estamos abandonados, esquecidos mesmo. A informação que temos é que a verba para asfaltar veio tem mais de ano e até agora nada deles começarem. Apenas mediram, tiraram fotos e colocaram duas placas gigantes falando da obra. Pedi para ver a licitação das obras e me deparei com um erro. Todos os nomes das ruas que seriam beneficiadas eram no Jardim Campo Nobre e não no Ramez Tebet. Depois de denunciarmos para a imprensa, uns homens tiraram a placa falando do asfalto, pois a mesma rua, Claudio Coutinho já estava asfaltada, porque foi uma exigência da Caixa para ser entregue os predinhos no final da rua”, disse a líder comunitária.

Líder comunitária do bairro, Solange Vilhagra organiza um abaixo-assinado entre os moradores
Solange se refere ao Residencial Reinaldo Busaneli I e II, recém-inaugurado no final da Rua Cláudio Coutinho, que para ser entregue pela financiadora Caixa Econômica Federal, o acesso teria que estar pavimentado.

“Isso é revoltante, sofremos duas vezes durante o ano. A primeira é nessa época da chuvarada. Olha só a lameira que faz, não para nada limpo, barro, aguaceiro, e na metade do ano com o tempo seco e o poeirão que levanta com o vento. Sem falar na linha do transporte público, temos um ônibus que liga até o Terminal Guaicurus. No primeiro horário o ônibus sai lotado e muita gente fica esperando o próximo, ainda mais com a inauguração do novo residencial. O bairro está crescendo e a prefeitura não está acompanhado. Falta as creches, escolas, policiamento”, revelou a comerciante que mora há quatro anos no bairro.

A líder comunitária está organizando entre os moradores um abaixo-assinado para ser entregue até a primeira quinzena de março à prefeitura solicitando a retomada das obras no bairro. “Já temos mais de 800 assinaturas, vamos fazer um mutirão e colher 100% de todos os moradores para fechar esse documento e levar até o prefeito. A nossa maior reclamação é o abandono das obras de pavimentação e escolas. As nossas mães estão saindo do trabalho para cuidar dos filhos, pois as vagas mais próximas é lá no Universitário ou no Aero Rancho. Ou você trabalha ou vai ter que sair do emprego para cuidar do filho, fora o único ônibus que vive lotado”, argumentou Solange.

O microempresário Ataíde Vicente, 47, e morador há cinco anos do bairro disse que os moradores mais carentes sofrem com a lameira e o único ônibus que atende os moradores do Ramez Tebet. “Eu tenho até um mapa aqui no meu comércio com todas as ruas do nosso bairro, a única asfaltada é a entrada que vai para o novo condomínio, o restante é isso que você está vendo. Buraco, lama, poças de água, mas chega no meio do ano isso se transforma em rua de faroeste, só poeira e pedregulho”, revelou o comerciante.
O Top Mídia News entrou em contato com a Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), mas o secretário Kako não atendeu as ligações. Mandamos e-mails para a assessoria da prefeitura para saber quando realmente as obras serão retomadas e quais as outras melhorias a serem feitas no bairro, mas não tivemos retorno.






