Uma família que ainda se recupera do luto de ter perdido um filho nesta quarta-feira (8)entrou em contato com o Top Mídia News via Repórter Top para denunciar um suposto caso de negligência e desrespeito.
Juliane Simões de 19 anos, perdeu o bebê aos sete meses de gestação, mas não conseguiu retirar o feto - já em fase final de formação - imediatamente. Segundo o esposo Rayui Melo da Silva de 24 anos, a família procurou atendimento na Maternidade Cândido Mariano e os médicos da unidade alegaram que não ter leito para retirar a criança.
De acordo com Rayui, a luta pela sobrevivência da filha se perdura por meses. Tudo começou quando a mulher descobriu com quatro meses de gravidez que tinha um líquido a mais na barriga, então, foi até o Posto de Saúde do Bairro Mário Covas para realizar um ultrassom. No segundo ultrassom, realizada recentemente, terça-feira (24), ela consultou no Posto novamente, mas o médico estaria de férias. O outro médico, que estava no lugar se negou a atender a mulher, dizendo que não estava a par do caso e que era responsabilidade do outro profissional.
Em razão disso, eles resolveram fazer uma ultrassonografia particular, que foi feita hoje (8), na Maternidade Cândido Mariano. O valor dos exames seria de R$ 100, sendo que como não tinham essa quantia, uma mulher emprestou o dinheiro para ela realizar o exame. Nisso foi constatado que a criança já estava morta dentro da barriga da mãe.
Os médicos da Cândido Mariano falaram que não tinha leito para retirar a criança, então o casal se deslocou até o Hospital da Mulher Vó Honória Martins Pereira, no Moreninha III.

Hospital da Mulher Vó Honória Martins Pereira, no Moreninha III
Rayui disse que na Cândido Mariano, os médicos disseram para o casal "caçar outro rumo" que no local não tinha vaga para eles. "Viemos para o posto das Moreninhas e aqui fomos muito bem atendidos", disse o pai.
Com orientação do Valdemar Moraes, da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Campo Grande (Avem-MS), o pai da bebezinha vai abrir um boletim de ocorrência para apurar a negligência médica.
A maternidade se pronunciou sobre o assunto com a redação do Top Mídia News e disse não estar sabendo do caso, mas confirmou que a paciente esteve no Hospital, e caso a família entre na justiça dará todo o suporte para resolver a situação, caso ela se confirme.
A assessoria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) informou que o Posto de Saúde no Mário Covas atende como Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) apenas as microrregiões e pessoas cadastradas. A assessoria ficou de apurar os fatos, mas até o fechamento desta matéria a redação do Top Mídia News não conseguiu contato.

O pai Rayui Melo da Silva de 24 anos, disse que a família procurou ajuda na Maternidade Cândido Mariano onde foi negado o atendimento




