Profissionais da saúde reclamam do aumento da criminalidade nos estacionamentos dos hospitais e postos de saúde de Campo Grande. Segundo a população, o número de crimes na cidade está aumentando e os estacionamentos estão virando alvo dos ladrões, que a cada dia praticam os crimes com maior violência.
Um exemplo foi que aconteceu com a dentista Vanessa Jacqueliene Souza, que foi assaltada por dois bandidos no dia 27 de março, durante o plantão que estava sendo realizado no posto de saúde do Nova Bahia, na zona norte da Capital. Segundo Vanessa, os autores que aparentavam ter menos de 18 anos, estavam cada um com uma faca em punho e, sem receio algum, renderam a funcionária e sua auxiliar.
"Estava conversando com a minha colega, na saída do estacionamento do posto, quando de repente dois jovens chegaram e nos renderam. Passamos momentos de terror, porque não era tarde da noite e a sensação de ter uma faca encostada no pescoço e nada poder fazer é algo terrível. No final, levaram nossos celulares e ainda bem que nada mais grave aconteceu", disse.

Sem dinheiro para pagar estacionamento, funcionários e população deixam suas motocicletas vulneráveis aos bandidos. Foto: Anna Gomes
Após a denúncia da dentista, a reportagem do Top Mídia News percorreu hospitais de Campo Grande e ouvir outros funcionários para saber como está a violência com a intenção de confirmar se realmente existe um crescimento de roubos nos estacionamentos e nas proximidades das unidades de saúde.
Na Santa Casa de Campo Grande, o grande problema foi o estacionamento que passou a ser pago e alguns trabalhadores do local reclamam que o valor mesmo com desconto acaba pesando no orçamento familiar. O que não deixa outra alternativa é 'largando' seus veículos na rua, em frente ao hospital, onde vários carros e motocicletas acabam virando uma ''presa fácil'' para os ladrões.
"Várias pessoas já tiveram seus veículos roubados por aqui. O estacionamento é caro para nosso salário. Poderíamos deixar aqui na frente da Santa Casa também, mas a faixa é amarela e os policiais nos multam. Não é a Agetran- Agência Municipal de Transporte e Trânsito, que multa e sim a guarda municipal. É complicado, porque se a pessoa precisa do hospital, vai ter que deixar carro na rua e correr o risco, ou vai ter que pagar o estacionamento", lamenta a técnica de enfermagem Bianca Camposano.

População fica apreeensiva no caminho hospital/veículo. Foto: Anna Gomes.
Já saindo da região central e partindo para o Hospital Rosa Aparecida Pedrossian, o estacionamento não é pago, mas sem segurança, os veículos acabam ficando vulneráveis aos ataques dos bandidos.
"Aqui dentro precisava da presença de guardas municipais, porque como estacionamento é grande e a região é populosa e perigosa, nossos veículos acabam ficando expostos e sem segurança", disse o comerciante Antônio de Oliveira de 61 anos.




