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Eleições 2014

14/10/2014 07:00

Jogo pesado pelo poder une os antigos, atrai votos e aumenta rejeição

Velho jogo

A partir da decisão dos caciques peemedebistas de liberar seus filiados para apoiarem '‘livremente’' qualquer dos candidatos, a maior parte deles preferiu retomar as antigas dobradinhas com o PSDB, mudando de mala e cuia para os lados do candidato Reinaldo Azambuja. Certamente que o candidato foi beneficiado, afinal é um contingente de votos nada desprezíveis, no entanto, se num primeiro momento o tucano apresentou números altamente positivos nas pesquisas, por outro lado vem apresentando um viés de alta no gráfico que faz tremer qualquer político, o índice de rejeição.

Com o apoio da senadora eleita Simone Tebet ao candidato tucano consolidou-se a união das forças peemedebistas, que já contava com parte do partido que acompanhava o candidato derrotado ao governo, Nelsinho Trad. Como não oficialmente havia um acordo de aliança branca entre o governador André Puccinelli (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT), costurado ainda nas eleições de 2010, essa massa de políticos que engrossa, após o crescimento nas pesquisas, a candidatura de Reinaldo Azambuja, fica evidente um esforço concentrado dos tradicionais e antigos políticos sul-mato-grossenses para, ao menos, gravitar em torno no poder (senão dentro dele),

Delcídio fez a sua parte, lançando um candidato – ou aceitando um candidato do grupo do ex-governador Zeca do PT – fraco politicamente em relação à candidatura Simone Tebet. Mesmo assim, Ricardo Ayache (PT) conseguiu, pela força da militância petista, um segundo lugar nas pretensões ao Senado, passando outro favorito, o ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), e abriu sua trajetória política futura.

A candidatura petista se fragilizou por dois motivos: o primeiro foi a excessiva antecedência com que foi articulada e extraoficialmente avisada ao eleitor. Desde as eleições de 2010 era do conhecimento de eleitores e políticos que o senador Delcídio do Amaral era o candidato do partido ao governo em 2014. O segundo motivo foi a certeza antecipada de vitória.

Se a antecipação da campanha, de forma não oficial, beneficiou o petista, por outro um erro de estratégia e a reviravolta após estar quase certa a aliança com os tucanos, provocou um golpe mal assimilado pelo eleitor. Os marqueteiros petistas não souberam minar a candidatura Azambuja, faltou-lhes argumentos para explicar que combateriam quem, até então, era seu aliado. Isso somado à acomodação de uma candidatura que não representava novidades, porque já estava desde há muito posta, permitiu ao eleitor avaliar outras possibilidades.

A partir da derrota do seu candidato, Nelsinho Trad, os peemedebistas que o acompanhavam oficializaram seus apoios ao candidato “anti-petista” e antigo aliado nos governos da Capital e do Estado. Foi uma forma de responder ao PMDB do governador e ao próprio André Puccinelli pela falta de apoio durante a campanha e pela '‘traição’' de haver armado uma chapa branca à revelia do “todo” do partido.

O crescimento nas pesquisas de Reinaldo Azambuja foi imediato, deixando os articuladores de um apoio ao candidato Delcídio, numa situação delicada: arriscar um apoio que significaria desgastes futuros aos olhos da população e, nesse momento de crescimento do candidato tucano, o risco de, com Delcídio perdendo a eleição, ficarem mais distantes do poder. O apoio da senadora eleita Simone Tebet, visto por este prisma, não chegou a ser uma surpresa.

Esvaziamento

Se estes apoios permitem um encorpamento da candidatura Reinaldo nesta reta final da campanha, por outro lado jogam por terra o discurso da 'Mudança Política' alardeada pelo candidato. Talvez o melhor indicador dessa nova realidade de campanha seja o crescimento, apontado nas pesquisas, dos que passaram a rejeitar sua candidatura.

Reinaldo tinha a seu favor o fato de o PSDB ter participado do governo sem que necessariamente governasse, coisas que seus adversários mais diretos não tinham no primeiro turno. Perdeu isso. Se Delcídio era questionado por ter como candidato a vice-governador em sua chapa o deputado estadual Londres Machado, recordista em mandatos parlamentares consecutivos, e o apoio dos caciques peemedebistas mais ligados ao governador, agora Reinaldo responde como “chapa branca”, o que, convenhamos, é um peso muito maior.

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