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Eleições 2014

27/07/2014 14:00

Justiça proíbe divulgação da pesquisa eleitoral IPEMS

Eleições 2014

A pesquisa nº 0021/2014 do IPEMS (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul LTDA) teve sua divulgação suspensa pela Justiça Eleitoral. A decisão aconteceu nesta sexta (25) proferida pelo juiz Emerson Cafure que concedeu liminar em representação apresentada pela coligação Mato Grosso do Sul com a Força de Todos.


A pesquisa foi registrada no dia 21 de julho e teria autorização para começar a ser divulgada no dia 26 (ontem), contudo, foi suspensa por decisão judicial ainda na sexta. O jornal O Correio do Estado S.A. pagou pela pesquisa o valor de R$ 30 mil reais.


Segundo consta no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais do portal de informações do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, a pesquisa entrevistaria 2000 pessoas entre os dias 21/07 e 28/07, relativa à escolha do eleitor para governador, senador, deputado federal e estadual.


Questionário da pesquisa Ipems 0021/2014. Imagem: Portal TRE-MS

Registro da pesquisa com a abrangência entre os candidatos das Eleições 2014


Ainda de acordo com o documento, a pesquisa abrangeria a população eleitora dos 40 maiores municípios de MS, com 16 anos ou mais (659 pessoas de Campo Grande e 1.341 dos 39 municípios restantes de MS).


Irregular - No questionário do IPEMS registrado no TRE-MS, consta a lista com o nome de todos os candidatos à Presidência da República. Contudo, o instituto declarou que a amostragem tratava-se apenas de perguntas relativas ao Governo do Estado e Legislativo Federal e Estadual, ferindo a legislação eleitoral.


Questionário da pesquisa Ipems 0021/2014. Imagem: Portal TRE-MS


Mesmo sem registro, candidatos à Presidência constam no questionário do IPEMS


Ainda relativa ao segundo turno, a pesquisa eliminou os candidatos do Partido Progressista, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado e Partido Socialismo e Liberdade: Evander Vendramini (PP), Professor Monge (PSTU) e Sidney Melo (PSOL). No questionário, constam apenas os nomes dos candidatos Nelson Trad Filho (PMDB), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Delcídio do Amaral (PT), deixando os demais apenas como opção de escolha no primeiro turno das eleições 2014.


Questionário da pesquisa Ipems 0021/2014. Imagem: Portal TRE-MS

Disputa entre candidatos em segundo turno sem a simulação com os candidatos do PP, PSTU e PSOL


Penalidade - Diante das duas irregularidades, a Justiça determinou que a pesquisa não poderá ser publicada por nenhum veículo de comunicação sob a pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. Os veículos que desobedecerem a determinação ainda poderão responder a processo por crime de desobediência.

Reincidência - Pesquisas de opinião representam importante instrumento de trabalho para os partidos, já que direcionam e alteram rumos, por isso são consideradas polêmicas e muito criticadas por eleitores. Muitos consideram que elas transformam e vendem um produto "candidato" o que nem sempre corresponde à realidade. Não é a primeira vez que o IPEMS tem a divulgação de suas pesquisas proibida pela Justiça Eleitoral.


Em agosto de 2008, o juiz da 18ª Zona Eleitoral de Dourados, José Carlos de Souza, suspendeu a divulgação da pesquisa do IPEMS no horário eleitoral gratuito da coligação “Competência para Dourados Crescer”, que tinha como candidato a prefeito o  então vice-governador Murilo Zauith (DEM). A ação foi movida pela coligação “Aliança com Dourados”, encabeçada pelo deputado estadual licenciado Ari Artuzi (PDT).


A justiça também suspendeu a publicação de pesquisa em agosto de 2012, a pedido da coligação “Novo Tempo”, do então candidato à prefeitura da Capital, Reinaldo Azambuja (PSDB), por considerar tendenciosa a pesquisa que beneficiariam o candidato governista Edson Giroto (PMDB).

O  levantamento feito pelo IPEMS, cuja publicação pelo Correio do Estado também foi suspensa judicialmente, possuía erros em seus questionários que induziam o entrevistado a optar por Giroto ao declarar em quem votaria em um eventual segundo turno. Ao invés de haver o cruzamento dos nomes de todos os candidatos, apenas o nome do candidato governista aparecia em todas as simulações apresentadas. Com a decisão judicial, os institutos tiveram que realizar novo trabalho de campo, promovendo nova coleta de dados com os eleitores.


Em setembro do mesmo ano, A juíza da 36ª zona eleitoral, Elizabeth Rosa Baisch, acolheu representação da coligação “A Força da Gente”, do então candidato a prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) e vetou a publicação de outra pesquisa do IPEMS, contratada novamente pelo jornal Correio do Estado. Segundo o advogado da coligação, Lênio Ben Hur, o questionário do levantamento era o mesmo da amostragem barrada pela juíza uma semana antes por entender que a pesquisa era tendenciosa em favor do candidato governista, Edson Giroto (PMDB).


Ao invés de haver o cruzamento dos sete candidatos, apenas o nome do governista aparecia em todas as simulações apresentadas.

Erros além da margem - Nas eleições de 2012, as pesquisas do IPEMS andaram na contramão da vontade popular, então expressa nas urnas.

Naquela ocasião, o IPEMS dava como líquida e certa a vitória de Edson Giroto (PMDB) tanto nas pesquisas divulgadas no primeiro turno, quanto no segundo. A mídia publicava o resultado das pesquisas em 24 de setembro de 2012, para prefeito em Campo Grande e mostrava o candidato do PMDB, Edson Giroto, líder na preferência dos eleitores, com 35,8% das intenções de votos contra 32,2% de Alcides Bernal (PP), Reinaldo Azambuja (PSDB) 12,1% e Vander Loubet (PT 6,25%.

Resultado Final - O real indicador da vontade popular em primeiro turno apontou como resultado: Alcides Bernal (PP), 40,18%; Edson Giroto (PMDB mais 16 partidos coligados) 27,99%; Reinaldo Azambuja (PSDB, PPS, PHS, PMN, PSDB), 25,90% e Vander Loubet (PT), 4,87%.

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