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há 11 anos

Mesmo com novo hospital, faltam pediatras em Campo Grande

Descaso

Apesar da inauguração do Centro Municipal Pediátrico, no dia 12 de outubro deste ano, Campo Grande ainda não tem o número necessário de médicos pediatras para atender a população. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jamal Salem, o ideal seria dobrar o número de profissionais que atendem nesta especialidade.

Conforme o secretário, atualmente, cerca de 120 pediatras atendem na rede municipal de saúde. "Alguns pediatras fazem apenas plantões de 12 horas por semana. Se eles dobrasse o número de médicos ou aumentasse a carga horária estaríamos servidos de pediatras", explica.

Para o secretário este é o motivo pelo qual não é possível preencher as 24h de atendimentos. "Seis, das nove unidades de pronto-atendimento não têm pediatras durante o dia", explica. As outras UPAs operam com médicos para o atendimento infantil apenas no período da noite.

Processo Seletivo

De acordo com a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) foram realizados nove processos seletivos apenas em 2014 para a contratação de pediatras. O último processo, aberto no dia 21 de outubro, terminou na semana passada, mas as quase 250 vagas abertas não foram totalmente preenchidas.

Conforme publicação no Diário Oficial da quinta-feira (20), ainda sobram vagas para diferentes funções na especialidade de pediatria. O caso mais grave é o do quadro de plantonistas pediatras, em que foram abertas 100 e selecionados apenas oito médicos. Os médicos convocados devem se apresentar à Secretaria Municipal de Saúde Pública entre os dias 21 e 25 deste mês.

Upa do Coronel Antonio é um das que três que operam com pediatra no período da tarde. (Foto: Deivid Correia)

Falta de pediatras é recorrente em unidades de saúde da Capital (Foto: Deivid Correia)


Centro pediátrico

Inaugurado no dia 12 de outubro, envolto por polêmicas em relação ao legalidade do trâmite para sua implantação, o Centro Pediátrico Infantil, funciona com 25 profissionais médicos, que atendem em escala de sete profissionais. A capacidade de atendimento é para 300 crianças de zero a doze anos por dia e seu funcionamento é de 24 horas.

As polêmicas em relação ao funcionamento do centro começaram a partir da locação do imóvel pela prefeitura. No início de outubro, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) encaminhou para o promotor Alexandre Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria do Estado de Mato Grosso do Sul do Ministério Público Estadual, e para o Tribunal de Contas do Estado, os indícios de irregularidades que envolve o processo de arredamento do Hospital Sírio-Libanês, atual Centro Municipal Pediátrico de Campo Grande (Cempe).

No Procedimento Preparatório, de n.75/2014, encaminhado ao MPE, a parlamentar classifica as irregularidades como ação de improbidade administrativa por parte do prefeito Gilmar Olarte (PP). No primeiro item analisado, Luiza destaca a locação do imóvel feito pela prefeitura. O valor de locação do imóvel de R$ 194.150,00 foi contratado bem acima do valor de mercado. A prefeitura solicitou três orçamentos, porém, optou pelo maior preço.

Psiquiatras

Conforme Jamal, não está prevista a abertura de um novo processo seletivo para contratação de pediatras, pois com o sistema de urgência das unidades de saúde 24h está sendo possível manter os atendimento e há necessidade agora é de investir na atenção básica. Para isto, está sendo encaminhado um processo de seleção de 10 profissionais da área da psiquiatria. 

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