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Eleições 2014

02/10/2014 07:00

Pesquisas com índices de 'rejeição' diferentes deixam eleitor confuso

Eleições e Pesquisas

As pesquisas divulgadas nesta semana (entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro), se por um lado têm números muito parecidos na intenção de voto dos candidatos, apresenta na questão “Rejeição” uma disparidade enorme, o que dificulta a compreensão do eleitor.

Algumas pesquisas apontam que a rejeição à presidente Dilma Rousseff (PT) subiu para 42%, Aécio Neves e Marina Silva, nas mesmas pesquisas têm índice de rejeição também variando muito nas diversas pesquisas. As pesquisas foram realizadas pelo mesmo instituto, variando apenas o contratante da pesquisa. Isso reforça a ideia de manipulação, mas não é isso.

De acordo com Humberto Dantas, mestre e doutor em Ciência Política pela USP, professor do Insper e coordenador de cursos de pós-graduação na FESP-SP e na FIPE-USP:

"Nada disso. Clientes encomendam pesquisas e aprovam questionários dentro de uma lógica aceitável e flexível. Pesquisas que apontam índices menores foram feitas a pedido da Rede Globo e jornal O Estado de S. Paulo; outra pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e é conjuntural, faz uma análise durante meses.

 

Qual está certa e qual está errada? Sequer ele consegue dar uma resposta definitiva, mas salienta que no caso mais emblemático, os índices da candidata Dilma Rousseff, pela metologia utilizada devemos considerar para efeito de eleição a pesquisa que indica algo em torno de 33%. E salienta que a pesquisa CNI que aponta a candidata com 42% de rejeição é de extrema relevância para avaliação de segundo turno (e, por estes índices, preocupante para seus marqueteiros)."

A grosso modo

Fazendo um apanhado das diversas pesquisas em seu todo e não no reducionismo dos índices de intenções de votos e rejeição, podemos perceber que, mesmo com as variações de 3 a 4 pontos percentuais nas pesquisas, a candidata Dilma está estagnada em 34%, Marina Silva (PSB) vem apresentado queda e hoje bate em um índice de 28%; Aécio Neves (PSDB) está subindo de forma lenta e gradual e hoje atinge 26%.

As eleições tem apenas uma garantia: haverá segundo turno. Faltando quatro dias para as eleições, resta saber quem disputará com a presidente Dilma o segundo turno: Marina que vem em queda – passado o momento da surpresa com sua candidatura -, ou Aécio Neves que tem aumento gradual e constante, signficando que são votos efetivamente conquistados. Até nas pesquisas Marina tem sido inconstante.

Dilma tem votos “consolidados” de petistas e beneficiários dos programas sociais, e ai está o perigo do segundo turno, parece não ter fôlego para conquistar outros eleitores em números significativos o suficiente para atingir a maioria. Aécio tem seus votos também “consolidados”, pois apresenta um crescimento uniforme e constante. Os eleitores de Marina, são volúveis, precisam ser constantemente “lembrados” de sua candidatura, de suas propostas que divergem tanto de Dilma quanto de Aécio, portanto o grande temor da candidatura Marina é a “decisão na boca da urna”.

A decisão tende no momento do voto tende a ser “conservadora” e o eleitor costuma definir se vai votar naquele – candidato ou partido – que votou anteriormente, ou naquele que rejeita ou passou a rejeitar, e muda seu voto para o que representa, não uma terceira via, mas uma oposição efetiva àquele que rejeita.

Não é simples, mas também não é uma esfinge a ser desvendada.

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