Ainda que o PSDB tenha participado dos últimos governos da Capital e do Estado, o deputado federal e candidato a governador, Reinaldo Azambuja focou sua campanha de primeiro turno na necessidade de mudança da velha política, dominada em Mato Grosso do Sul pelo PT e PMDB, que se revezaram no poder. No entanto, para o segundo turno vem recebendo o apoio de todas as forças que representam esta mesma velha política.
Declararam apoio ao tucano, os candidatos derrotados do PMDB, Nelson Trad Filho, ao governo do Estado; Fábio Trad, à Câmara Federal; e boa parte do PMDB. Também recebeu o apoio do PSB, da candidata a vice-governadora na chapa de Nelsinho, pastora Janete de Morais; e do atual prefeito da Capital, Gilmar Olarte, empossado após discutida cassação do prefeito eleito, Alcides Bernal, ambos do PP.
Entre os vereadores, já declararam apoio ao tucano, Mario Cesar e Vanderlei Cabeludo, PMDB, Herculano Borges e Eliseu Dionizio, SDD, Delei Pinheiro, Coringa, Chiquinho Telles, PSD, Otávio Trad, Eduardo Romero e Flavio Cesar, PTdoB; e Airton Saraiva, DEM; considerar nova política, apenas Luiza Ribeiro, PPS.
Deputados estaduais e federais, além do senador Moka (PMDB), também declararam apoio ao candidato tucano neste segundo turno. Embarcaram na comitiva de apoio os federais Carlos Marun e Geraldo Resende (PMDB) e Tereza Cristina (POSB), além dos que já participavam da Coligação, Luis Henrique Mandetta (DEM) e Márcio Monteiro (PSDB).
Liberados pelos caciques peemedebistas, os deputados eleitos pela coligação de Nelsinho e Simone devem declarar apoio ao Reinaldo, até em função da rivalidade estadual entre PT e PMDB, acirrada nos últimos anos quando dos confrontos travados nas urnas entre o governador André Puccinelli e o eleito deputado federal Zeca do PT.
Redes Sociais
Nas redes sociais, apoiadores do senador Delcídio do Amaral, e mesmo os apoiadores da candidatura tucana, cobram coerência no discurso de modernidade política de Reinaldo Azambuja.
Os eleitores temem que estes apoios sejam cobrados no futuro e que as secretarias e fundações sejam leiloadas entre os atuais aliados. Temem, por exemplo, que a exemplo de Olarte que contemplou os vereadores de oposição ao ex-prefeito, Reinaldo venha a montar sua equipe com pessoas que, indiretamente, foram alijados da administração pelas urnas. Temem ainda que se repita o que vem ocorrendo na Capital, que corre o risco de não pagar o 13º salário dos servidores e não cumprir com o aumento devido aos professores, por manter um número excessivo de convocados em seus quadros funcionais e por gestão financeira, talvez, equivocada.
Em defesa de Reinaldo, seus mais fiéis eleitores rebatem o argumento com o fato de Londres Machado compor a equipe do senador Delcídio do Amaral, na condição de candidato a vice-governador. Mas, até o momento, é o único representante da velha política a participar do palanque petista.




