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STF cerca Bolsonaro e fã clube da fake news sente o golpe

“Deveriam estuprar a filha desse ministro”, essa é a liberdade de expressão bolsonarista

17 junho 2020 - 16h24Por Vinícius Squinelo

“Deveriam estuprar a filha desse ministro”. Esse é o tipo de liberdade de expressão pedida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. A frase – e muitas outras, inclusive piores – foram lidas pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal, há pouco durante defesa da manutenção do inquérito das fake news.

É justamente a Corte Suprema que, saindo de sua anterior e criminosa inércia, coloca freios nas escandalosas ações e até intenções do presidente de plantão, Jair Bolsonaro. Corrente, aliás, que deveria estar presa há mais tempo no corpo presidencial.

Censura? Fake news e ameaças de estupro e morte não são liberdades, nem aqui, nem nos Estados Unidos do ídolo Donald Trump, de quem Bolsonaro parece mais um pet adestrado.

Cerceamento do Executivo? Legislativo fiscaliza e denuncia ilegalidades, essa é sua função. Judiciário coloca qualquer um, presidente ou gari, dentro do que dita a Constituição Federal de 1988.

Constituição essa que bolsonarista só recorda na hora de interpretar com viés golpista o artigo 142. Interpretação inclusive de generais de pijama governamentais, pau mandados de um capitão expulso pelo bem do serviço público. Provando que a anistia de militares torturadores só ajudou a manter a sensação de poder ditatorial em mãos militares. Esqueçam e se adaptem ao novo mundo. 

Para o fã clube bolsonarista, hoje em silêncio, que chia contra quem acusa ou detém seu ídolo messiânico, deixo apenas algumas frases, saídas da boca do presidente de plantão: 

“Ele merecia isso: pau-de-arara. Funciona. Eu sou favorável à tortura. Tu sabe disso. E o povo é favorável a isso também” (1999)

“Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada! Só vai mudar, infelizmente, se um dia nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil, começando com o FHC, não deixar para fora não, matando! Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente.” (1999) 

“A atual Constituição garante a intervenção das Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem. Sou a favor, sim, de uma ditadura, de um regime de exceção, desde que este Congresso dê mais um passo rumo ao abismo, que no meu entender está muito próximo (1999)

“Por isso o cara paga menos para a mulher (porque ela engravida)” (2014)

“Foram quatro homens. A quinta eu dei uma fraquejada, e veio uma mulher” (2017)

"E só uma gripezinha"

 “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre".

"Eu não sou coveiro, tá?"

"Arranja uma maneira de entrar e filmar (hospitais)"