O candidato peemedebista ao Governo de Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad, acompanha neste momento o velório do seu aliado e então candidato à Presidência, Eduardo Campos, no Recife-PE. No final da tarde deste sábado (16), Nelsinho participou do velório de Pedro Valadares (em Aracajú-SE), assessor de Campos e também amigo do candidato.
"Estive em Aracaju com a Simone (viúva de Pedro) e seus dois filhos ontem, e na madrugada, em Pernambuco, estive com a Renata e os filhos de Campos. Viemos somar o pesar e as orações neste momento difícil", relatou.
Ainda de acordo com nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Nelsinho ficou impressionado com a movimentação no velório de Eduardo Campos. "A comoção popular é muito forte. Centenas de milhares de pessoas estão aqui, emocionados (sic) e demonstrando a admiração que tinham por Campos", destacou.
Itinerário - O candidato peemedebista permanece durante todo o domingo (17) em Recife, onde participa da missa em homenagem ao ex-governador e do enterro no final da tarde. Depois retorna para Campo Grande.
Apoio – Desde o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, seu candidato à Presidência, e mais 6 tripulantes na última quarta (13), Nelsinho Trad, juntamente com sua coligação, cancelou todos os compromissos políticos até o final do dia de hoje e deve retomar as atividades amanhã (18).
Nelsinho ainda não manifestou sua posição em relação ao futuro apoio presidencial em seu palanque.
"Só vamos falar do apoio nas eleições presidenciais após a definição da candidatura pelo PSB. Se Eduardo colocou Marina Silva como sua vice, é porque confiava nela. Estamos juntos em torno do mesmo projeto, de buscar o melhor para a população. O Campos era um exemplo de luta, de trabalho, de competência, e como ele mesmo disse, não vamos desistir do Brasil", afirmou.
Marina e PMDB – O atrito existente entre diversos correligionários do PMDB e Marina Silva pode atrapalhar uma aliança entre a candidata temporariamente filiada ao PSB (já que não conseguiu criar seu partido, o Rede Sustentabilidade, a tempo de disputar às Eleições 2014) e peemedebistas de MS.
O desentendimento da socialista Marina com produtores rurais, ainda mais em se tratando de um estado como Mato Grosso do Sul, em que os conflitos rurais são acentuados, aponta que a continuidade da aliança entre os dois partidos ainda permanece uma incógnita.
E agora, José? - O presidente estadual do PMDB, Junior Mochi, já se manifestou contra tal aliança, apesar da candidata a vice na chapa de Nelsinho, pastora Janete Morais, ser filiada ao PSB de Eduardo Campos e Marina Silva – como ficaria a coligação entre PMDB e PSB em Mato Grosso do Sul se o apoio na nacional não for sacramentado?
Em reportagem divulgada pelo jornal O Globo, o desaparecimento do presidenciável foi avaliado por colunistas de política, especialmente em estados costurados politicamente pelo próprio Eduardo Campos. Para o veículo, várias candidaturas (como a de Nelsinho Trad em MS) estão em estado de alerta até um posicionamento concreto do PSB.
Já o Zero Hora, do Rio Grande do Sul, também publicou matéria a despeito das alianças entre peemedebistas gaúchos com Marina Silva. O estremecimento da relação também se dá pelo fato da posição polêmica de Marina diante do agronegócio.
Cruz e espada - O certo é que o PMDB sul-mato-grossense deverá reavaliar a situação do apoio ao futuro (no caso, futura) presidenciável do PSB e aguardar os desdobramentos da tragédia que abalou as estruturas de todas as campanhas políticas no Brasil.




