A questão de tirar o projeto de videomonitoramento do papel, principalmente, em razão do aumento gradativo da violência em Campo Grande é uma reivindicação antiga dos comerciantes e população no geral. Outro agravante é o fato da cidade ser a única Capital brasileira a não contar com esse tipo de dispositivo de segurança.
Apesar de o projeto ter sido aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal no ano de 2011, sancionado pelo ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) em 2012 e com a posterior elaboração do projeto técnico feito pelo IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação) no mesmo ano. Mas em razão dos problemas de gestão envolvendo o prefeito cassado Alcides Bernal (PP) e o atual Gilmar Olarte (PP) e por entraves jurídicos, até agora, nada foi colocado em prática.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, destacou a importância da parceria dos comerciantes com a administração pública, para colocar o projeto em prática. “Sabemos das dificuldades enfrentadas pela Prefeitura. Apesar de nós comerciantes já termos feito a nossa parte, com readequações e reivindicações, acredito que o impasse é a gestão, questão de prioridades. Trata-se de um problema antigo, mas a expectativa é que finalmente saia do papel, a partir de 2015”.

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), durante apresentação de reforço policial no Centro neste fim de ano (Foto: Geovanni Gomes)
No final do mês de novembro, dia 25, o prefeito Olarte assinou a ordem de serviço para compra e instalação das 22 câmeras que serão implantadas em pontos estratégicos do centro da Capital, integrando o sistema de videomonitoramento. A intenção é que esteja em pleno funcionamento no fim do primeiro trimestre do próximo ano.
Com recursos do Ministério da Justiça, serão investidos R$ 860 mil na compra equipamentos conectados por fibra óptica que estarão interligados num central de monitoramento no Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI), em frente do Horto Florestal. “Está será uma ferramenta importante para o trabalho preventivo das forças de segurança pública, que terão condições de atuar para reduzir as ocorrências na região, especialmente pequenos furtos e até a venda de drogas”, comenta o prefeito.

Gilmar Olarte assinando a ordem de serviço (Foto: Casimiro Silva)
Uma das justificativas para a dificuldade de executar o projeto foi a licitação, já que foi interrompida por mais de um ano devido decisões judiciais e questionamentos do Tribunal de Contas. A preocupação era resolver o impasse ainda no mês de novembro, porque se até o dia 31 de dezembro a compra das câmeras não estiver totalmente concluída, a Prefeitura seria obrigada a devolver os recursos ao Ministério da Justiça. Esse agravante, fez com que a pressão social sobre a importância do projeto entrasse em pauta e ele fosse finalmente agilizado.
Locais do videomonitoramento
Conforme o planejamento elaborado pela Guarda Municipal, na avenida Calógeras as câmeras serão instaladas em três cruzamentos: com as ruas 15 de Novembro; Cândido Mariano e avenida Mato Grosso, abrangendo no seu raio de captação, a entrada da Feira Central e complexo da esplanada dos ferroviários. O monitoramento desta região será ampliado com a instalação de uma câmera na esquina da 14 de Julho com a rua General Mello. Ainda na 14 de Julho, estão planejadas outras três câmeras nas esquinas com as ruas Maracaju e Dom Aquino, além da avenida Afonso Pena.

Na rua 26 de Agosto estão previstas três câmeras, uma no cruzamento com a rua 14 de Julho e outra com a Anhanduí, que cobrirá a Praça do Índio e o Mercado Municipal. A terceira será na esquina da 26 com a Rui Barbosa. O equipamento programado para a esquina da avenida Afonso Pena com a rua Anhandui, permitirá o monitoramento do Camelódromo, Moradora dos Baís e parte da Orla Ferroviária.
Outro trecho da Orla Ferroviária, na região do Cabreúva e da Vila Planalto, será atendido com três câmeras previstas para a avenida Noroeste (esquinas com a rua Antonio Maria Coelho, Cyro Bueno e Santos Dumont). Na 13 de Maio, estão programados quatro pontos de monitoramento: esquinas com as ruas 15 de Novembro; Barão do Rio Branco, Cândido Mariano e Mato Grosso. Estes equipamentos vão cobrir a região da cidade que concentra o maior número de agências bancárias. Na Rui Barbosa haverá pontos de monitoramento nas esquinas com as ruas Maracaju, Dom Aquino, Afonso Pena e no já mencionado cruzamento com a 26 de Agosto.




