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Polícia

A batalha pela fronteira: execuções, incêndios, presos e narcotráfico

16 junho 2016 - 08h32Por Mariana Anunciação

Com a morte do empresário Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, acusado pela polícia paraguaia de ser o maior narcotraficante do País, o clima de terror e guerra se instalou na região de fronteira com Ponta Porã. O crime ocorreu na noite de ontem (15), na rua Teniente Herreo no centro da cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, distante acerca de  338 quilômetros da Capital. A situação já é chamada pela mídia paraguaia de 'a batalha por Pedro Juan'. 


Jorge foi atacado com armamentos antiaéreos e pesados, quando estava em seu carro blindado e sofreu uma emboscada por centenas de atiradores. Uma das hipóteses mais cotadas é que o crime tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), porém nenhuma informação é confirmada. Dados preliminares dão conta que sete dos autores foram capturados, alguns deles feridos, além de um policial e vários civis também atingidos.


O titular da Secretária Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), Luis Rojas, informou que a execução do narcotraficante ocorreu não apenas por vingança, como também, uma forma de disputa territorial pelo domínio de Pedro Juan Caballero. O atentado que iniciou no centro de Pedro Juan se estendeu até a manhã de hoje (16), com incêndios provocados nos negócios que Raffat tinha pela cidade.

Foto: Repórter Top

Um dos locais que sofreu atentado foi o “Pneus Porã”, que está localizado no Bairro San Antonio de Pedro Juan Caballero.  As autoridades informaram que os incêndios indiciaram a partir das 4h30 desta madrugada, sendo controlados por bombeiros e voluntários. O clima de terror se espalhou, já que além do atentado fortemente armado, a população se deparou com uma força-tarefa, tendo viaturas, tanques de guerra e guarnições da polícia paraguaia e brasileira realizando diligências.


Sem citar nomes, o secretário acredita que a rivalidade se dá entre familiares do narcotraficante Luis Enrique, conhecido como Tulú Georges, assassinado em 2012, e uma pessoa que “está na prisão”, se referindo a Jarvis Chimenes Pavão contra o clã de Rafaat. "Sem evidências de que pode apoiar plenamente esta teoria", destacou.


“Acho que já disse que é uma guerra entre dois lados poderosos”, continuou ao explicar que a origem de tudo é o tráfico de drogas. O secretário destaca que os conflitos continuarão a acontecer e a medida mais correta é atacar a estrutura criminal, pela desordem da estrutura financeira e lavagem de dinheiro. 

Foto: Repórter Top


O site ABC Color divulgou os nomes de algumas pessoas que já foram detidas por envolvimento com o crime: Mario Ariel Sanchez Gimenez, 28 anos, Mon Jardin ocupação Aurora Segurança privada; Coronel Lopez, 36 anos, ocupação segurança privada; Alcides Ramon Nuñez Pereira, 37 anos, do Bairro Jardin Domic Aurora, professor de segurança privada; Eladio Amarelo, 34 anos, Bairro Domic San Juan Neuman, profissão segurança; Robson Palacios Suares, 30, residente no Bairro San Juan Neuman; Abel Jara Ramon Palacios, profissão agente de segurança; Domic do Bairro San Juan Neuman; Maxuesli Rodrigues Andrade, brasileiro, maior de idade, sem identidade; Ortiz Roque; e Brum, agente de segurança que está hospitalizado no Sanatório San Lucas.