O mecânico Claudio Inácio Simões, de 40 anos, foi preso neste sábado (20), por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), quando estava escondido na casa de um amigo, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. O autor, que foi apresentado à imprensa nesta manhã de terça-feira (24), responderá pelo crime de tentativa de homicídio doloso na forma tentada por atear fogo na casa do vizinho para tentar matar a ex-mulher e demais pessoas.
No dia do incêndio, de acordo com o depoimento da vítima que tem 30 anos, dois filhos e grávida de quase oito meses do acusado, ambos teriam brigado por terminarem o relacionamento de cerca de oito anos. Inclusive, o autor teria ido a residência do casal várias vezes para fazer ameaças, portanto, ela pediu ajuda dos vizinhos.
Quando as chamas iniciaram na residência do vizinho, estavam na casa cinco crianças, duas mulheres e o marido da vizinha, que conseguiu tirar todos do local. Ele teria evitado uma tragédia maior, ao retirar o botijão de gás da casa. O filho da vítima, um adolescente ficou ferido com queimaduras nas orelhas, pescoço e ombro e teve de ser levado ao hospital, mas no momento, passa bem.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Franciele Candoti, Claudio estava foragido desde o dia 30 de maio e sua intenção era matar todos que estavam dentro da casa. “Uma pessoa que chega na surdina, durante à noite e inicia o fogo em um casebre de mandeira tem a intenção de cometer o assassinato de todos que estão dentro da residência”, destacou, revelando que ele deve permanecer preso enquanto será indiciado.

O autor já tem passagem pela polícia por dirigir embriagado, mas não tinha boletim de ocorrência de violência doméstica. “Houve a denúncia só depois, a vítima já sofria agressões, mas ela esperou acontecer o pior para tomar providências”, diz a delegada, destacando a importância de se denunciar crimes contra a mulher.
Apesar das acusações e testemunhos, Claudio nega a participação no crime. Ele diz que estava no local bebendo com todos e que apenas tentou ajudar a conter as chamas. Alega ainda, que teria fugido com medo das pessoas interpretarem mal a sua presença na residência, já que teria brigado com a mulher antes.

“Não tinha um final de relacionamento, até porque nunca chegamos a terminar. Se eu tivesse que matar alguém ou atear fogo, eu teria feito isso antes, nas outras brigas. Não vou acusar ninguém, como estão me acusando de algo que não cometi”, destacou Cláudio.







