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Advogada assassinada sustentava a casa: “ela tinha pena do marido”, diz sobrinha

A polícia civil informou que o suspeito tinha um mandado de prisão por outro homicídio, cometido em 1996

25 ABR 2019
Da redação/Isto É
10h42min
Foto: Reprodução/Isto É

A advogada criminalista Angelina Silva Guerreiro Rodrigues, de 42 anos, que morreu na amanhã da última segunda-feira (22) com golpes de faca no rosto, pescoço e cabeça desferidos pelo marido, Nilson Aparecido Rodrigues, tinha pena do companheiro. A afirmação é da sobrinha da vítima, a estudante de história Ana Paula de Oliveira,  de 20 anos. Ao Universa, a jovem contou alguns detalhes sobre o relacionamento da tia com o homem, que era aposentado por invalidez por ter a doença de Crohn, uma inflamação séria do trato gastrointestinal.

“Minha tia cuidava de todo mundo. Ela era muito pobre, da região periférica de Vila São Pedro, e mesmo assim sempre sustentou esse homem. Ele nunca trabalhou. Comprou a casa e o carro deles sozinha, pagou a faculdade, se transformou em alguém importante, numa advogada criminalista conhecida e querida na cidade. Mas tinha pena dele”, lamenta a estudante.

O caso, investigado na Delegacia da Mulher de Curitiba, está sendo tratado como feminicídio, e o suspeito está foragido. A assessoria de imprensa da polícia civil local informou que Nilson tinha um mandado de prisão por outro homicídio, cometido em 1996. O órgão informou que, à época, a Justiça determinou sua internação num hospital psiquiátrico por incapacidade intelectual, o que nunca ocorreu. E não deu mais detalhes.

A jovem contou que a tia sabia desse mandado: ele teria matado, também a facadas, uma ex-companheira, por não aceitar o fim do relacionamento. Mas sempre negou que tenha cometido o crime, e Angelina acreditou. “Quando você ama alguém, não espera aquilo da pessoa. Nilson praticava bastante serviço comunitário, dava aula de música na favela. Por isso, ninguém pensou que poderia cometer um crime assim”, disse.

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