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Polícia

Advogado acusado de estupro de meninas de 11, 12 e 15 anos é solto pela Justiça de MS

Alvará de soltura foi expedido pelo Fórum de Anastácio e cita que o advogado 'não foi flagrado em situação de abuso'

29 novembro 2020 - 08h45Por Rayani Santa Cruz

O advogado, de 44 anos, que foi preso acusado de estupro de vulnerável em Anastácio teve a liberdade provisória concedida pelo juiz Luciano Pedro Beladelli, da Comarca de Anastácio. As informações são do JNE Diário. 

Ele foi flagrado pela Polícia Civil, com três menores de idade dentro do carro. Eles estavam consumindo bebidas alcoólicas e no carro havia camisinhas e viagra. Investigações apontam que os familiares das meninas que também foram presos tinham conhecimento do envolvimento e eram coniventes. Eles também foram soltos.

O processo segue em segredo de justiça, mas uma das justificativas do magistrado foi que o advogado não foi flagrado em situação de abuso e que, mesmo a Polícia Civil ter investigado o homem por aproximadamente 6 meses, e dentro do carro ter camisinhas, bebidas e estimulantes sexuais, não há provas suficientes para manter a prisão do dele e nem dos familiares das menores.

Investigações indicam que o homem fazia sexo a três com as meninas de 11 e 12 anos. As próprias relataram o fato ao médico legista, no momento em que faziam exame de corpo de delito, diz o site.

Foi confirmado que a menor de 11 anos não é mais virgem, a vítima de 12 anos estava menstruada, não sendo possível a realização do exame. Já a adolescente de 15 anos é virgem. Agora a Polícia Civil aguarda a autorização judicial para olhar o conteúdo dos celulares das vítimas e dos autores, para saber se há outros envolvidos e mais materialidade deste repugnante fato.

A investigação policial trouxe à tona um caso de estupro de vulnerável que os familiares permitiam os abusos, então, além do advogado, também são investigados os avós e os pais de cada uma das meninas, que são primas. Todos são vizinhos. O advogado praticamente sustentava toda a família delas em troca da violência sexual. O homem pagava água, luz, comprava gás, além de dar dinheiro “pagando” para abusar das menores.