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Polícia

06/02/2018 12:27

Quatro dias após atentado, agiota que denunciou Olarte permanece em estado grave

Na semana passada, Salem foi atingido por vários tiros em um atentado no Bairro Guanandi

Quatro dias após ser alvo de atiradores, Salem Pereira Vieira, 36 anos, continua em estado grave na Santa Casa de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (6). Ele foi atingido por seis tiros na última sexta-feira (2), no Bairro Guanandi, na Capital.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Salém foi atingido por cinco tiros no tórax e um de raspão no braço. Ele permanece entubado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

Salem seria o agiota que ficou famoso por denunciar o ex-prefeito da Capital, Gilmar Olarte. Ele é um dos pivôs do escândalo nacional conhecido como 'Cheque em Branco'.

Atentado

Segundo informações policiais, Salem estava em um veículo Renault Logan, de cor preta, trafegando pela Jaime Ferreira Barbosa no sentido bairro/centro da via. O motorista de outro carro, que seria Volkswagen Voyage também de cor preta, teria 'fechado' o agiota e passou a desferir vários tiros.

Ao ser atingido, ele desceu do veículo e caminhou cerca de uma quadra, onde caiu em frente a uma escola infantil do bairro.

'Cheque em Branco'

De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), o grupo formado pelo ex-prefeito e amigos atuava “fazendo ofertas de ajuda política, empregos futuros e outras participações no executivo municipal” para obter “cheques bancários, que passaram a descontar com agiotas ou em factorings [compra de ativos financeiros], deixando sem fundos as respectivas contas bancárias, causando prejuízos aos seus titulares”.

Em depoimento, Salem afirmava que Ronan Feitosa - funcionário e amigo de Olarte - ofereceu áreas públicas, a regularização de terrenos com impostos atrasados e até mesmo empréstimos de um caminhão com caçamba da Secretaria Municipal de Obras como garantias para os empréstimos.

Os recursos seriam todos repassados a Gilmar Olarte, que teria se encontrado uma vez com o agiota, em frente a um banco localizado no Parque dos Poderes. Salem teria gravado imagens do esquema de corrupção com uma caneta espiã, tudo como uma forma de seguro em caso de calote e, quando os cheques começaram a voltar, somou um prejuízo de cerca de R$ 38 mil.

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