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Polícia

23/04/2015 17:32

Alceu e Assis são indiciados por exploração sexual de adolescentes

Fim do mistério

O vereador Alceu Bueno (PSL) e o ex-deputado Sério Assis foram indiciados por exploração sexual de adolescentes. Na tarde desta quinta-feira (23), o delegado titular da DPCA (Delegacia de Proteção à Crianças e ao Adolescentes), Paulo Sérgio Lauretto, revelou o envolvimento da dupla e desmantelou o esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes que visava a extorsão de representantes públicos.

O empresário Luciano Pageu, o cinegrafista, Fabiano Viana Otero, e o ex-vereador Robson Martins foram considerados responsáveis pelo aliciamento das jovens. O trio responderá por exploração sexual de menores,  conforme o Artigo 218 do Código Penal, por induzir adolescentes a cometer atos ilícitos, como dispõe de  artigo 244 do Estatuto da Criança de do Adolescentes, e por extorsão. O grupo teve prisão preventiva decretada.

Bueno e Assis serão indiciados por praticar junção carnal com crianças e adolescentes. O crime foi comprovado por meio de vídeos gravados pelos próprios agenciadores. "As imagens denotam que eles estavam em situações intimas",  confirmou o delgado.

O Artigo 218 pode render de quatro a dez anos de prisão, enquanto o 244, de um a quatro anos de reclusão. O destino das adolescentes ficará nas mãos da Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Crianças e Adolescentes).

O caso

Conforme Lauretto, a investigação iniciou há cerca de 30 dias com o desaparecimento de uma adolescente da cidade de Coxim. A jovem foi encontrada na casa de Fabiano juntamente com outra menina. Por meio de depoimentos, elas relataram os programas envolvendo os representantes públicos.

No dia 14 de março, o próprio vereador Alceu Bueno procurou a polícia revelando a extorsão realizada por Pageu e Martins. Bueno já havia pago R$ 100 mil e mais R$ 27 mil haviam sido cobrados. Com apenas R$ 15 mil arrecadados, o vereador procurou a polícia. A prisão da dupla foi feita em flagrante dois dias depois.

Outros nomes

Questionado sobre a possibilidade participação do prefeito Gilmar Olarte (PP) no esquema, o titular da DPCA negou qualquer envolvimento. Outros nomes chegaram a ser levantados durante a investigação, como do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), porém nada foi comprovado.

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