Além de atingir a ex-companheira, de 51 anos, com um disparo no pé, o policial militar aposentado de 62 anos também teria atirado em direção a moradores que tentaram intervir na briga, na manhã de terça-feira (30), no bairro Moreninha III, em Campo Grande.
O caso ocorreu por volta das 11h15, na esquina da Avenida Grande Floresta com a Rua Anacá. Testemunhas relataram que o casal chegou junto em um carro e iniciou uma discussão acalorada na esquina de uma escola.
Populares, temendo a gravidade da situação, chegaram a acionar a Polícia Militar, mas a viatura não teria chegado ao local. Durante a briga, o homem exigia a bolsa da ex-companheira, que se recusou a entregar.
Neste momento, três homens que passavam pelo local tentaram apartar a confusão, relata uma testemunha. Teria sido neste momento que o policial aposentado sacou a arma e atirou no pé da mulher. Em seguida, os rapazes correram. Ainda assim, após balear a vítima, o ex-militar teria disparado em direção a esses moradores, que não foram atingidos.
Mesmo ferida, a mulher conseguiu caminhar até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Moreninha, onde recebeu os primeiros atendimentos. Depois, foi transferida para a Santa Casa, onde exames constataram que o projétil ficou alojado no pé esquerdo.
Antes de ser encaminhada ao hospital, a vítima contou à polícia que o autor é seu ex-companheiro e que a discussão teve início porque ele queria verificar o conteúdo do celular. Relatou ainda que, devido à agressividade do homem, não conseguiu se desvencilhar até que pedestres intervieram.
Já o policial fugiu em alta velocidade no carro em que havia chegado com a vítima, gritando e xingando moradores. Segundo a testemunha que acionou a Polícia Militar, durante a discussão, a mulher chegou a ser ameaçada de morte.
Equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar foram até o endereço do suspeito, no bairro Aero Rancho, mas não o encontraram. No local do crime, os policiais também não localizaram cápsulas das munições. Até o momento, o policial aposentado não foi localizado.
A vítima, após atendimento médico, deverá ser encaminhada à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde prestará depoimento formal. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, feminicídio majorado pelo uso de arma de fogo de calibre restrito e lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.







